O calendário de preparação da Justiça Eleitoral para o segundo turno das Eleições de 2026 alcança etapas cruciais de auditabilidade e logística neste sábado, 10 de outubro de 2026. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) distribuídos por todas as capitais e zonas eleitorais do país iniciaram as cerimônias públicas de geração de mídias, carga de dados dos candidatos finalistas e lacração física das urnas eletrônicas que serão utilizadas no pleito decisivo.
As cerimônias de carga e lacração representam um dos pilares mais rigorosos de transparência do sistema eleitoral brasileiro. Em eventos abertos à participação de representantes de partidos políticos, coligações, Ministério Público Eleitoral, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Forças Armadas e observadores internacionais, os técnicos da Justiça Eleitoral transferem os arquivos digitais contendo a lista atualizada de eleitores da seção e as fotos e números das duas candidaturas presidenciais e dos finalistas aos governos estaduais.
Uma vez concluída a gravação das mídias de carga, os equipamentos recebem lacres físicos especiais fabricados pela Casa da Moeda do Brasil. Esses lacres de segurança possuem propriedades químicas de reação violenta a qualquer tentativa de violação mecânica, deixando marcas indeléveis caso sejam manipulados indevidamente. Após o lacre, a urna entra em modo definitivo de bloqueio de software, permitindo apenas a inicialização oficial às 7h da manhã do dia da votação mediante chave criptográfica da mesa receptora de votos.
Protocolos de Teste de Integridade e Auditoria de Código-Fonte
Além da lacração nos cartórios eleitorais, o TSE reafirmou as diretrizes para a realização do Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, procedimento de auditabilidade realizado simultaneamente à votação oficial. Na véspera do pleito, a Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE) de cada estado realiza sorteio público para selecionar urnas que serão retiradas das seções eleitorais de origem e transportadas sob escolta policial para o tribunal sede.
No dia do pleito, em salas de transmissão ao vivo com acesso garantido à imprensa e auditores externos, votos digitados em cédulas de papel preenchidas por representantes de entidades fiscalizadoras são lançados tanto no sistema eletrônico quanto em computadores de auditoria paralela. Ao final da votação, a contagem física das cédulas impressas é confrontada com o boletim emitido pela urna eletrônica sorteada, comprovando a correspondência exata entre o voto digitado e o resultado apurado.
O TSE ressalta que o código-fonte dos sistemas eleitorais permanece aberto para inspeção contínua no espaço dedicado da Corte Superior em Brasília desde 12 meses antes do pleito. Universidades federais, peritos de órgãos públicos de controle e especialistas em segurança da informação acompanham os testes de estresse e verificações de algoritmos de criptografia de curva elíptica que protegem a integridade de cada boletim de urna (BU) emitido ao final da votação.
Articulação de Debates, Fiscalização de Redes e Mobilização nos Estados
No campo da propaganda eleitoral, as equipes de fiscalização das zonas eleitorais intensificaram o acompanhamento sobre a veiculação de inserções em emissoras de rádio e TV. A divisão estritamente igualitária de tempo entre as duas candidaturas finalistas à Presidência exige controle rigoroso sobre a ordem de veiculação e o balanço entre os blocos diários de audiência.
O Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia (CIEDDE) mantém canal direto com as diretoriais das principais redes sociais e aplicativos de mensageria privada. Denúncias sobre utilização não autorizada de ferramentas de inteligência artificial generativa, manipulação de voz de candidatos ou propaganda inverídica impulsionada por redes de contas automatizadas são apreciadas por relatores de plantão no TSE, garantindo remoções céleres e garantindo o direito de resposta tempestivo aos prejudicados.
Nos comitês de campanha pelos estados, os finalistas ao Planalto concentram agendas em polos populacionais das regiões Sudeste, Nordeste e Sul, onde se localizam as maiores densidades eleitorais. A presença constante de governadores eleitos e lideranças locais nos palanques reforça a polarização das estratégias na busca de eleitores indecisos e na mitigação das taxas de abstenção. A Justiça Eleitoral reafirma que todo o processo segue sob vigilância permanente, assegurando ao eleitor brasileiro o exercício livre, seguro e transparente do voto.
