Campo Grande registra maior inflação do país em maio com alta de 1,31%, aponta IBGE
A capital de Mato Grosso do Sul registrou uma marca preocupante no cenário econômico nacional. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que Campo Grande registrou a maior inflação do país em maio de 2026, com uma alta de 1,31% nos preços médios de bens e serviços.
O percentual da capital sul-mato-grossense ficou substancialmente acima da média nacional registrada para o período, pressionando o orçamento mensal e encarecendo o custo de vida das famílias locais de todas as faixas de renda.
Os vilões da inflação na capital: conta de luz e tomate
A análise do IPCA detalha que o grupo de despesas de Habitação e o grupo de Alimentos e Bebidas foram os principais condutores da aceleração inflacionária em Campo Grande:
- Energia Elétrica Residencial: Registrou uma alta expressiva de 7,4% no mês de maio. O aumento decorre da vigência do reajuste tarifário anual homologado pela Aneel para a concessionária Energisa-MS, somado ao término do período de bandeira tarifária favorável.
- Tomate: O preço do tomate de mesa disparou 18% nas feiras livres e supermercados da capital, comportamento associado ao final das colheitas de safras regionais e ao custo elevado de frete para importação do fruto de outros estados produtores.
- Hortifrúti Geral: Outros itens como a batata inglesa (+12%) e a cebola (+8%) também apresentaram elevação, encarecendo o preço final do prato feito do trabalhador.
Comparativo nacional e perda de poder de compra
Enquanto Campo Grande liderou a inflação com a marca de 1,31%, outras capitais brasileiras registraram índices médios de variação de preços mais estáveis, oscilando na faixa entre 0,40% e 0,65%. Essa disparidade regional evidencia como reajustes de tarifas públicas locais (como água, esgoto e energia elétrica) podem desequilibrar o custo de vida urbano de forma isolada.
O endividamento das famílias na capital, que já atinge patamares elevados conforme pesquisas do comércio local, tende a se agravar com a perda do poder de compra real dos salários, exigindo maior cautela dos consumidores no momento de contrair parcelamentos de longo prazo.
Expectativas para a inflação de junho
Analistas econômicos do setor varejista de Campo Grande esperam que a inflação apresente desaceleração na primeira metade de junho, motivada pela entrada de novas safras de hortifrúti que devem forçar a queda nos preços dos alimentos frescos.
No entanto, o patamar elevado das tarifas de energia continuará pesando nas despesas fixas das residências e nos custos operacionais de pequenos comércios e prestadores de serviços, demandando atenção continuada no planejamento orçamentário familiar.
Com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
