O início do semestre letivo em Mato Grosso do Sul trouxe um aquecimento expressivo para o mercado de locação residencial de Campo Grande. O segmento de moradia estudantil compacta, com destaque para kitnets estruturadas e apartamentos tipo studio, registra uma alta de 15% na procura em comparação ao mesmo período do ano anterior. As áreas de maior interesse circundam os campi da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da universidade Uniderp.
Investidores locais estão direcionando recursos para a construção e aquisição de imóveis de menor metragem. De acordo com corretores e analistas de transações imobiliárias do estado, o aluguel de imóveis compactos oferece hoje um retorno sobre o investimento (dividend yield) superior ao de residências e apartamentos multifamiliares de médio padrão.
Rentabilidade acima da média de mercado
Enquanto o aluguel residencial tradicional em Campo Grande oferece um rendimento médio mensal entre 0,45% e 0,55% do valor total do imóvel, as unidades compactas voltadas a estudantes geram yields que variam de 0,65% a 0,85% ao mês. Esse desempenho atrai investidores interessados em gerar renda passiva recorrente.
Conforme apontam as análises e o catálogo especializado do portal de transações e moradias em Campo Grande, IMOCOR, a velocidade de locação nessas áreas universitárias é surpreendente. Um anúncio de studio mobiliado e bem localizado nas proximidades das avenidas Ceará ou Costa e Silva costuma ser fechado em menos de sete dias úteis nas plataformas de pesquisa.
Preferência por praticidade e facilidades inclusas
O perfil do estudante universitário atual difere substancialmente daquele das décadas passadas. A busca por facilidade no dia a dia fez com que a tradicional divisão de repúblicas grandes perdesse espaço para a privacidade individual de studios de 25m² a 35m². Os inquilinos preferem pagar valores consolidados que já incluam taxas como água, internet de alta velocidade e condomínio.
Esse comportamento tem provocado transformações no plano urbano das regiões próximas à UFMS e Uniderp. Antigos lotes residenciais horizontais estão dando lugar a edifícios de dois ou três pavimentos projetados exclusivamente com múltiplos studios independentes. A tendência é que a verticalização compacta continue a crescer nas zonas de influência acadêmica de Campo Grande.
