Em uma operação tática de combate ao crime organizado e ao tráfico de armas, policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (BPChoque) realizaram uma expressiva apreensão no bairro Portal Caiobá, localizado na região sul de Campo Grande. A ação policial resultou na localização de um verdadeiro arsenal bélico composto por fuzis de assalto calibre 5.56, dezenas de carregadores, farta munição de uso restrito e tabletes de cocaína de alto grau de pureza. Todo o material ilícito estava enterrado sob um fundo falso revestido de concreto no pátio de uma residência que funcionava como entreposto logístico de uma facção criminosa nacional.
Os policiais rodoviários e militares da equipe de Choque chegaram ao local após o recebimento de denúncias anônimas e o cruzamento de dados de inteligência sobre movimentações suspeitas de veículos de luxo e a presença de homens armados na região nas últimas noites. Ao cercarem o imóvel residencial para a realização da abordagem tática, os militares notaram que o quintal da casa havia sido recentemente pavimentado com cimento fresco, o que levantou suspeitas imediatas na equipe técnica. Com o uso de ferramentas de escavação e detectores de metal, os policiais romperam a camada de concreto e localizaram tambores plásticos hermeticamente fechados enterrados no solo.
No interior dos tambores plásticos azuis, os policiais militares do Choque encontraram fuzis calibre 5.56 de alta precisão, perfeitamente embalados em plásticos bolha e lubrificados para pronto uso. Também foram apreendidos carregadores compatíveis de alta capacidade e centenas de munições intactas de calibres restritos. Além do arsenal bélico, os tambores guardavam 45 quilos de cloridrato de cocaína, entorpecente que, após fracionado e vendido no mercado clandestino dos grandes centros do sudeste do país, renderia mais de R$ 3 milhões aos criminosos.
Duas pessoas que estavam no interior do imóvel residencial no momento da incursão tática do Choque foram presas em flagrante delito. Os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) Cepol e indiciados pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e posse ilegal de armas de fogo de uso restrito. Segundo informações da polícia, as armas longas apreendidas seriam enviadas a células da facção que operam no Rio de Janeiro e São Paulo, servindo de proteção para assaltos de cargas e confrontos com facções rivais em áreas urbanas de alta criminalidade. A Polícia Civil de MS assumiu as investigações para identificar os financiadores e compradores desse arsenal militar.
