Feminicídio no bairro Santo Antônio: Marido é preso após cerco policial
Andriele dos Santos é encontrada morta em residência e autor do crime é detido pela Polícia Civil após fugir com filho do casal.

Feminicídio no bairro Santo Antônio: Marido é preso após cerco policial
Introdução
Na tarde de 29 de agosto de 2026, um trágico caso de violência de gênero abalou os moradores do bairro Santo Antônio, na região oeste de Campo Grande. Andriele dos Santos, de 34 anos de idade, foi localizada sem vida no sofá da residência onde morava com a família. O corpo foi encontrado por sua mãe, que estranhou a ausência de respostas de Andriele às tentativas de chamadas telefônicas.
De acordo com as primeiras análises técnicas da perícia criminal no local do crime, a vítima apresentava marcas evidentes de esganadura no pescoço. O principal suspeito da autoria é o próprio companheiro de Andriele, identificado pela polícia como Aparecido de Sousa Doirado, de 46 anos. O suspeito evadiu-se do endereço da família logo após o crime de homicídio qualificado.
Aparecido de Sousa Doirado levou consigo o filho do casal, um garotinho de apenas 3 anos de idade, durante a fuga em veículo particular. As forças estaduais de segurança iniciaram um cerco tático nos principais trevos rodoviários de saída da capital. O homem acabou preso pelas equipes de investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) poucas horas depois.
A Dinâmica da Descoberta do Crime e Prisão do Suspeito
A mãe da vítima relatou aos investigadores que se deslocou até a moradia da filha após não conseguir contato de WhatsApp. Ao entrar no imóvel pelo portão social que estava destrancado, ela visualizou a filha deitada sem movimentos no sofá da sala de estar. O serviço de emergência do Samu foi acionado, mas os socorristas apenas constataram o óbito de Andriele.
A equipe policial da Deam, sob a liderança da delegada de plantão, iniciou as buscas imediatas nas proximidades do bairro Santo Antônio. Aparecido de Sousa Doirado deparou-se com o bloqueio policial nas saídas rodoviárias que dão acesso aos municípios vizinhos do interior de MS. O homem decidiu se apresentar à delegacia acompanhado de seu advogado de defesa contratado, onde recebeu voz de prisão.
A criança de 3 anos foi localizada em segurança e entregue aos cuidados imediatos do Conselho Tutelar da região oeste da capital. Os conselheiros organizaram o acolhimento temporário do menor junto a familiares maternos autorizados sob supervisão do Ministério Público Estadual. A polícia apura se as agressões físicas fatais ocorreram na presença ou proximidade do filho pequeno da vítima.
Histórico de Agressões e Canais de Denúncia no Estado
As investigações iniciais apontam que o casal possuía um histórico recorrente de conflitos e ameaças no âmbito do ambiente doméstico familiar. Andriele dos Santos não possuía medidas protetivas de urgência ativas registradas contra o companheiro perante o Poder Judiciário do estado. A ausência de denúncias formais prévias dificulta a atuação preventiva dos órgãos protetivos de segurança.
A Deam de Mato Grosso do Sul reforça a importância de vizinhos e parentes denunciarem indícios de violência pelo canal telefônico Ligue 180. O Disque 180 é uma ferramenta governamental gratuita e anônima de atendimento emergencial à mulher sob violência de gênero. As delegacias especializadas possuem atendimento psicológico e assistencial integrado para acolher as vítimas em MS.
A subsecretaria de políticas públicas para mulheres promove campanhas de conscientização focadas no ciclo da violência doméstica e familiar. O ciclo envolve seguidas fases de tensão, agressão física direta e o falso arrependimento conhecido como período de lua de mel. O rompimento do ciclo de abuso requer o apoio integrado de redes comunitárias rurais e urbanas de segurança.
Tramitação Processual e Enquadramento Legal do Autor
Aparecido de Sousa Doirado foi autuado em flagrante pelo crime de feminicídio qualificado por asfixia mecânica direta e violência doméstica. A pena prevista na legislação penal brasileira para este tipo de delito pode ultrapassar trinta anos de prisão em regime fechado. O preso aguarda a realização da audiência de custódia judicial na carceragem da Depac/Cepol de Campo Grande.
A defesa técnica do indiciado alegou em nota preliminar que o réu colaborará com os trâmites do inquérito policial da Deam. A delegacia especializada concluirá as investigações com base nos laudos do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) em dez dias. O portal Foco do Estado manterá a cobertura isenta do andamento das fases judiciais e da proteção da criança sobrevivente.
O combate ao feminicídio exige a conscientização social continuada e a celeridade de respostas punitivas de repressão por parte do Estado. A perda de Andriele dos Santos acende a discussão sobre a necessidade de expansão de abrigos protegidos de proteção de mulheres em MS. A segurança pública e os direitos fundamentais das mulheres são prioridades inegociáveis para a ordem pública sul-mato-grossense.
Dados Técnicos da Ocorrência em Campo Grande
Abaixo, acompanhe os detalhes organizados e técnicos da ocorrência registrada pela Polícia Civil:
| Parâmetro Técnico da Ocorrência | Detalhes do Registro Oficial (Deam-MS / Sejusp) |
|---|---|
| Vítima do Feminicídio | Andriele dos Santos, 34 anos de idade (Morte por asfixia mecânica) |
| Autor do Crime | Aparecido de Sousa Doirado, 46 anos (Companheiro da vítima) |
| Local do Fato | Residência familiar, Bairro Santo Antônio - Campo Grande - MS |
| Data e Ocorrência | 29 de Agosto de 2026 (Corpo localizado no período vespertino) |
| Situação do Filho | Criança de 3 anos resgatada e entregue ao Conselho Tutelar de MS |
| Status do Acusado | Preso em flagrante; aguardando audiência de custódia na comarca |
| Fontes Oficiais | Polícia Civil de MS / Deam Campo Grande |
Perguntas Frequentes sobre a Ocorrência (FAQ)
O que caracteriza formalmente o crime de feminicídio na legislação penal brasileira?
O feminicídio caracteriza-se formalmente pelo assassinato de mulheres motivado por razões da condição do sexo feminino da vítima no ambiente. Isso envolve situações de violência doméstica e familiar recorrente ou menosprezo e discriminação direta à condição de mulher. A tipificação legal atua como uma qualificadora do crime de homicídio doloso tradicional, elevando as penas mínimas de reclusão. O enquadramento exige que a agressão decorra de relações afetivas íntimas de convivência familiar direta em MS.
Como funciona o acolhimento emergencial de crianças filhas de vítimas de feminicídio?
O acolhimento funciona através da atuação coordenada do Conselho Tutelar e da Vara da Infância e da Juventude da comarca. O menor sobrevivente é retirado temporariamente do ambiente do crime e encaminhado a exames médicos e de apoio psicológico especializados. A prioridade de guarda temporária é concedida a parentes próximos da linhagem materna que possuam condições de proteção. Caso não existam familiares aptos cadastrados, a criança é encaminhada a abrigos de acolhimento institucional municipais de MS.
Quais as principais medidas protetivas de urgência que uma mulher sob ameaça pode solicitar?
As principais medidas protetivas incluem o afastamento imediato do agressor do lar comum de convivência familiar sob ordem policial. A Justiça pode determinar a proibição de aproximação física da vítima, de seus familiares e de testemunhas do processo criminal. São fixados limites mínimos de distância em metros para contato por qualquer meio de comunicação virtual ou telefônico. O descumprimento de qualquer medida de restrição acarreta a decretação de prisão preventiva imediata do agressor em MS.
Cobertura em Vídeo do Fato Jornalístico
Abaixo, acompanhe a reportagem em vídeo registrada pelas equipes de jornalismo regional trazendo mais detalhes sobre a ocorrência:
Conclusão
O feminicídio de Andriele dos Santos no bairro Santo Antônio expõe a face mais trágica da violência doméstica em Campo Grande. A prisão de Aparecido de Sousa Doirado após cerco policial garante a responsabilização criminal do autor perante as instâncias da Deam. A proteção à integridade e o apoio psicológico ao garoto de 3 anos mobilizam os conselhos tutelares de MS. A união entre canais de denúncia ágeis e celeridade judicial é fundamental para erradicar a violência contra mulheres no estado.
Fonte: Deam / Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS)
Roberto Almeida
Repórter
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