Forças de segurança barram 9 tentativas de entrega de drogas com drones em presídios
Pelo terceiro dia seguido, policiais frustram arremesso de celulares e drogas na Capital e em Dourados.

Forças de segurança barram 9 tentativas de entrega de drogas com drones em presídios
Introdução
Nos últimos dias de agosto de 2026, o sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul enfrentou um desafio tecnológico contínuo nas áreas de segurança externa. A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen-MS) registrou, pelo terceiro dia consecutivo, uma série de tentativas coordenadas de contrabando aéreo. Policiais penais frustraram o total de nove tentativas de uso de drones para arremessar celulares e drogas nas muralhas de presídios.
Os incidentes de segurança concentraram-se na Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas, no Presídio de Dourados e no complexo prisional de Campo Grande. As guarnições de vigilância das guaritas de segurança agiram rapidamente ao avistar os quadricópteros aproximando-se dos pátios de banho de sol. A ação conjunta entre a segurança interna e equipes táticas terrestres resultou na apreensão dos equipamentos e na prisão de um suspeito.
O uso de drones comerciais modificados para contrabandear ilícitos ao sistema prisional é uma tendência criminosa combatida com rigor pelas divisões de inteligência de MS. Os aparelhos eletrônicos transportam cargas compactas de cocaína, maconha e telefones celulares amarrados a fios de nylon para liberação controlada por controle remoto. As autoridades de segurança do estado discutem a instalação de sistemas inibidores de frequência de sinal de rádio.
A Ação das Guaritas de Vigilância e Apreensões no Complexo
A maior parte das investidas criminosas aéreas ocorreu durante o período noturno de baixa visibilidade visual dos canteiros externos. Na ala de segurança máxima do Presídio de Dourados, o policial penal posicionado na Guarita 4 identificou o som característico de motores elétricos de drone. O operador do drone tentava posicionar a aeronave sobre o solário da Galeria B, onde detentos aguardavam a entrega.
O sentinela acionou os refletores de busca de alta intensidade luminosa e efetuou disparos de advertência táticos com munição de elastômero (bala de borracha). O impacto e o susto forçaram o operador do drone a realizar uma manobra de emergência brusca, derrubando o equipamento na calha do telhado. Os agentes recolheram o drone quadricóptero de modelo avançado acoplado com três celulares modernos e fones de ouvido.
Na capital, Campo Grande, os drones foram avistados rondando o Presídio de Segurança Máxima Jair de Carvalho nas primeiras horas da manhã. A equipe de monitoramento por câmeras térmicas de segurança de perímetro acionou as viaturas de patrulhamento da Polícia Militar que realizavam a segurança externa. Um rapaz de 24 anos foi detido em flagrante em um matagal vizinho enquanto operava o controle transmissor.
Desafios Tecnológicos e Inibidores de Sinal de Rádio nos Presídios
O avanço da tecnologia de drones comerciais de longo alcance geográfico amplia a vulnerabilidade de perímetros de segurança de presídios tradicionais. Os equipamentos modernos de alta capacidade de carga física conseguem voar a altitudes que dificultam a visualização a olho nu pelas equipes de guaritas. Os controles remotos utilizam frequências de transmissão criptografadas que evitam o rastreamento fácil da localização do operador pelas patrulhas.
O Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso do Sul cobra investimentos urgentes na aquisição de armas eletromagnéticas conhecidas como jammer. Esses dispositivos de segurança emitem ondas de interferência direcionadas que quebram a conexão de sinal entre o drone e o controle remoto do piloto. A quebra de frequência faz com que o aparelho realize pouso forçado controlado de segurança imediato ou retorne ao ponto de partida.
A Agepen-MS informou que estuda a instalação de redes de proteção de nylon sobre os pátios internos de banho de sol dos presídios estaduais. A medida de barreira física impede que os pacotes de drogas e celulares arremessados caiam nas mãos de detentos. A fiscalização em presídios de segurança máxima inclui também detectores de metais corporais modernos nos portões de visitas familiares.
Destinação dos Drones e Consequências Legais para os Operadores
Os drones apreendidos nas operações prisionais são encaminhados à perícia de informática da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul para auditorias de chips. Os peritos extraem as coordenadas de geolocalização por GPS gravadas na memória dos computadores de voo dos aparelhos. Os dados de rota revelam a localização exata do ponto de decolagem inicial, auxiliando na identificação dos endereços dos operadores.
Os indivíduos flagrados pilotando drones nas proximidades de presídios respondem pelos crimes de tráfico de drogas qualificado e facilitação de entrada de celular. A pena final de reclusão pode chegar a mais de dez anos de prisão em regime fechado nas penitenciárias de MS. A Agepen e a Secretaria de Segurança Pública de MS reforçam a vigilância conjunta em perímetros escolares e hospitalares da capital.
O portal Foco do Estado acompanha as inovações tecnológicas adotadas pelo sistema de segurança pública de Mato Grosso do Sul. A repressão ao contrabando aéreo nas penitenciárias reduz a comunicação de lideranças de facções com comparsas nas ruas de Campo Grande. O patrulhamento ostensivo das matas e vias de acesso de terra ao redor dos presídios segue intensificado por tempo indeterminado.
Dados Operacionais das Apreensões de Drones (MS)
Abaixo, acompanhe os dados técnicos e consolidados das ocorrências registradas pela Agepen no estado:
| Parâmetro de Segurança | Detalhes do Registro Oficial (Agepen-MS) |
|---|---|
| Tentativas Frustradas | 9 tentativas registradas em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas |
| Equipamentos Recolhidos | 5 drones quadricópteros comerciais e 3 transmissores de rádio |
| Materiais Apreendidos | 12 celulares, cabos USB, carregadores de bateria e 4 kg de drogas |
| Prisões Confirmadas | 1 operador de drone preso em flagrante no perímetro de Campo Grande |
| Ações Defensivas | Uso de refletores de alta potência e disparos de advertência de borracha |
| Destinação Legal | Extração de dados de GPS pela perícia civil / Inquérito policial ativo |
| Fontes Oficiais | Agepen MS / Sejusp Mato Grosso do Sul |
Perguntas Frequentes sobre a Ocorrência (FAQ)
Como os criminosos adaptam drones comerciais para arremessar ilícitos em presídios?
Os criminosos adaptam os drones comerciais instalando mecanismos eletrônicos de liberação de carga acionados pelo controle remoto. O operador utiliza a saída de luz de LED auxiliar do drone para ligar um servo motor que destrava o gancho de transporte físico. As drogas e os celulares são embalados de forma compacta em sacolas de borracha e amarrados com fios de nylon resistentes. A câmera integrada do quadricóptero auxilia o piloto na visualização em tempo real do pátio interno da penitenciária.
O que são os inibidores de sinal de rádio (jammers) e como eles impedem drones?
Os inibidores de sinal de rádio, conhecidos como jammers, são armas eletromagnéticas que emitem ondas de interferência de alta potência. Esses dispositivos quebram a comunicação entre o drone e o controle do piloto operando nas frequências de 2.4 GHz e 5.8 GHz. O jammer também bloqueia as coordenadas do sinal de satélite GPS do computador de bordo do quadricóptero. Sem o controle humano ou GPS, os aparelhos acionam o protocolo automático de pouso vertical seguro ou caem na área cercada.
Qual a responsabilidade penal dos detentos que seriam os destinatários das drogas aéreas?
A responsabilidade penal dos detentos destinatários envolve a abertura de processo administrativo disciplinar (PAD) por falta grave de segurança. Os presos identificados são autuados como coautores nos crimes de tráfico ilícito de drogas e associação para o tráfico na delegacia. A penalidade administrativa acarreta o isolamento celular preventivo e a perda de dias acumulados de remição de pena de trabalho. O andamento do processo do PAD atrasa a obtenção do benefício de progressão para o regime semiaberto.
Cobertura em Vídeo do Fato Jornalístico
Abaixo, acompanhe a reportagem em vídeo registrada pelas equipes de jornalismo regional trazendo mais detalhes sobre a ocorrência:
Conclusão
As nove tentativas frustradas de uso de drones em presídios de Mato Grosso do Sul revelam a persistência das redes criminosas de tráfico aéreo. A atuação rápida dos policiais penais nas guaritas e o recolhimento dos quadricópteros evitam a entrada de drogas no complexo de Campo Grande. O avanço tecnológico impõe a necessidade urgente de investimentos estaduais em inibidores eletromagnéticos de frequência de sinal. A perícia técnica nos chips de GPS dos drones apreendidos será crucial para mapear e desarticular os operadores que pilotam nos perímetros externos de MS.
Fonte: Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen-MS)
Roberto Almeida
Repórter
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