Uma força-tarefa integrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Receita Federal e Ministério Público Estadual deflagrou a Operação OncoJuris, investigando um esquema de fraude envolvendo medicamentos oncológicos de alto custo. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
O Que Aconteceu
A operação, deflagrada no dia 23 de abril com divulgação intensificada nesta quinta-feira, 24 de abril de 2026, cumpriu mandados simultâneos em endereços nos três estados. As diligências foram realizadas de forma coordenada para evitar que os investigados destruíssem provas ou movimentassem ativos antes da chegada das autoridades.
As equipes realizaram buscas e apreensões em empresas do ramo farmacêutico, escritórios administrativos e residências de pessoas identificadas como envolvidas no esquema. Documentos, equipamentos eletrônicos, registros contábeis e amostras de medicamentos foram apreendidos para análise pericial.
O Esquema Investigado
A investigação apura um esquema que pode envolver diferentes modalidades de fraude com medicamentos oncológicos:
- Desvio de medicamentos públicos: remédios fornecidos pelo SUS sendo desviados para revenda no mercado privado
- Adulteração de medicamentos: alteração de dosagens ou substituição de substâncias ativas
- Falsificação documental: laudos, notas fiscais e licenças sanitárias fraudadas
- Superfaturamento: cobranças acima do valor real em licitações públicas para aquisição de medicamentos
Medicamentos oncológicos são especialmente visados por fraudes por seu altíssimo valor de mercado — alguns tratamentos podem custar dezenas de milhares de reais por ciclo.
| Aspecto | Detalhe |
|---|---|
| Nome da operação | OncoJuris |
| Estados | MS, SP e MG |
| Tipo de crime | Fraude em medicamentos oncológicos |
| Órgãos envolvidos | PC MS, Receita Federal, MPMS |
| Fase | Busca e apreensão |
Impacto Para a Saúde Pública
Fraudes em medicamentos oncológicos têm impacto direto nos pacientes com câncer que dependem do SUS para o tratamento. O desvio de medicamentos do sistema público pode causar desabastecimento — interrompendo quimioterapias e outros tratamentos críticos. A adulteração representa risco direto à vida.
O Que Dizem os Envolvidos
A Polícia Civil confirmou a deflagração da operação e a realização dos mandados. A investigação corre em segredo de Justiça em relação aos detalhes que possam comprometer as apurações em curso.
Denúncias sobre irregularidades com medicamentos: Disque-Denúncia (147) ou MPMS (67) 3316-2000.
Próximos Passos
O material apreendido será analisado pelos peritos da POLITEC e pela Receita Federal. Os investigados foram intimados e poderão prestar depoimento voluntariamente ou serem conduzidos à delegacia. O MPMS avaliará os elementos para eventual denúncia criminal.
Fontes e Referências
- Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (pc.ms.gov.br)
- Campo Grande News (campograndenews.com.br)
- Ministério Público de MS (mpms.mp.br)
