Em Fórum de Agropecuária, Riedel defende sustentabilidade e meta de carbono neutro
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, defendeu de forma enfática a integração entre alta produtividade agrícola e preservação ambiental durante o seu discurso de abertura no Fórum de Agropecuária Sustentável do Centro-Oeste, realizado nesta quinta-feira (18) em Campo Grande. Perante uma plateia de empresários do agro, investidores internacionais e líderes do setor, o chefe do executivo estadual reafirmou o compromisso de tornar MS um estado carbono neutro até o ano de 2030.
Para Riedel, a sustentabilidade não deve ser vista como um entrave burocrático ao agronegócio, mas sim como a principal credencial de competitividade econômica do estado no mercado global de alimentos.
Pioneirismo internacional e atração de investimentos verdes
Durante sua apresentação técnica, o governador apontou as conquistas recentes do estado na certificação de carne de baixo carbono e no avanço de projetos de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). A adoção dessas práticas tem permitido a recuperação de pastagens degradadas no cerrado sem a necessidade de novos desmatamentos de vegetação nativa.
Essa postura sustentável tem facilitado a negociação de MS com fundos de investimento multinacionais focados em títulos verdes (Green Bonds) para a captação de recursos destinados à infraestrutura logística e saneamento básico no interior.
Incentivos práticos ao produtor que preserva
Riedel detalhou o andamento das discussões com o Ministério da Agricultura e com instituições financeiras parceiras para a formatação do Plano Safra Verde. O projeto estadual pretende oferecer taxas de juros reduzidas no custeio agrícola para fazendas que comprovem, por meio de satélites e auditorias independentes, a redução de suas emissões de carbono.
O Governo do Estado estuda também a implementação de um sistema estadual de desoneração de ICMS sobre insumos tecnológicos que ajudem a diminuir a pegada ecológica dos tratos culturais nas culturas de soja, milho e algodão.
O papel da Rota da Celulose e biotecnologia
Outro ponto de destaque no discurso do governador foi o papel das florestas plantadas de eucalipto na porção leste do estado, conhecida internacionalmente como a Rota da Celulose. A rápida expansão das indústrias do setor tem funcionado como um sumidouro gigantesco de CO2, compensando emissões industriais e urbanas das outras regiões de MS.
Riedel encerrou sua participação frisando que a ciência e a biotecnologia agrícola serão as grandes aliadas para que Mato Grosso do Sul atinja a meta de 2030 de forma harmônica, provando que é possível alimentar o mundo e conservar a rica biodiversidade do Cerrado e do Pantanal de MS.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Governo de Mato Grosso do Sul.
