Gaeco deflagra Operação 'Buraco sem Fim' e prende ex-secretário por desvios de R$ 100 milhões
Operação Buraco sem Fim do MPMS/Gaeco investiga desvios de R$ 100 milhões em contratos de tapa-buracos em Campo Grande. Ex-secretário da Sisep e mais 6 pessoas foram presas.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta segunda-feira, 12 de maio de 2026, a Operação "Buraco sem Fim", investigando desvios superiores a R$ 100 milhões em contratos de manutenção viária — os chamados serviços de tapa-buracos — executados pela administração municipal de Campo Grande. A operação resultou na prisão do ex-secretário da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) e de mais 6 pessoas.
O Que a Operação Revelou
Segundo o MPMS, a investigação identificou um esquema organizado de corrupção envolvendo servidores públicos municipais, empresários do setor de pavimentação e intermediários. O mecanismo funcionava por meio da manipulação sistemática de medições técnicas de serviços de tapa-buracos.
Na prática, o esquema funcionava assim:
- Ordens de serviço infladas — emitidas para áreas maiores do que as realmente danificadas
- Medições manipuladas — fiscais atestavam a execução de serviços que não foram realizados
- Pagamentos indevidos — a prefeitura pagava por obras inexistentes ou parcialmente executadas
- Serviços de baixa qualidade — quando realizados, os reparos eram feitos com material inferior
O prejuízo estimado supera R$ 100 milhões em contratos firmados ao longo de vários anos, tornando o caso um dos maiores escândalos de corrupção da história administrativa de Campo Grande.
As Prisões
A operação cumpriu 7 mandados de prisão preventiva autorizados pela Justiça:
| Preso | Cargo/Função |
|---|---|
| Ex-secretário da Sisep | Gestão dos contratos de infraestrutura |
| Servidores municipais | Fiscalização e medição de obras |
| Empresários | Proprietários de construtoras contratadas |
| Intermediários | Articulação entre servidores e empresas |
Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em residências, escritórios e sedes de empresas em Campo Grande e em municípios vizinhos. Foram apreendidos documentos, computadores, celulares e mídias digitais que serão analisados pela equipe de investigação.
"A Operação Buraco sem Fim é resultado de meses de investigação minuciosa. Os indícios apontam para um esquema organizado que lesou gravemente o patrimônio público de Campo Grande", afirmou o promotor de Justiça que coordena o caso.
Impacto na Cidade
O esquema investigado ajuda a explicar uma queixa recorrente dos moradores de Campo Grande: buracos que ressurgem pouco tempo após os reparos. Se as denúncias se confirmarem, parte significativa dos serviços de tapa-buracos pagos pelo município simplesmente não foram executados ou foram realizados com material inadequado.
A degradação das vias urbanas gera prejuízos para os cidadãos — danos em veículos, risco de acidentes e perda de tempo — além de representar um desvio de recursos que poderiam ser aplicados em saúde, educação e assistência social.
Desdobramentos
A expectativa é que a investigação avance com análise documental dos contratos, perícia técnica nos trechos onde os serviços foram registrados como executados e cooperação com o Tribunal de Contas para verificação dos pagamentos. Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário e aguardam audiência de custódia.
Fontes e Referências
- Ministério Público de Mato Grosso do Sul (mpms.mp.br)
- Gaeco — Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado
- Campo Grande News (campograndenews.com.br)
- Agência de Notícias de MS (agenciadenoticias.ms.gov.br)
💰 Operação Buraco sem Fim
Desvios investigados
Mais de R$ 100 milhões
Presos
7 (incluindo ex-secretário)
Órgão
MPMS / Gaeco
Contratos investigados
Tapa-buracos em Campo Grande
Fonte: MPMS / Gaeco
❓ Perguntas Frequentes
A Operação Buraco sem Fim é uma ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul que investiga desvios superiores a R$ 100 milhões em contratos de manutenção viária (tapa-buracos) executados pela prefeitura de Campo Grande. A operação resultou na prisão do ex-secretário da Sisep e de outros 6 envolvidos.
A operação resultou na prisão de 7 pessoas, incluindo o ex-secretário da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) de Campo Grande, servidores públicos e empresários ligados a construtoras contratadas para serviços de tapa-buracos. As prisões foram preventivas, autorizadas pela Justiça.
Se os desvios se confirmarem, a Operação Buraco sem Fim revelará um dos maiores esquemas de corrupção da história de Campo Grande. O impacto direto para a população é a degradação das vias urbanas — já que parte dos serviços pagos pelo município não teria sido executada — e o desperdício de recursos que poderiam ser aplicados em saúde, educação e outras áreas.
Lucas Mendes
Repórter
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