Sanesul investe R$ 26,4 milhões em obras de captação de água do Rio Paraguai em Corumbá
Empresa de saneamento de MS anuncia maior investimento em infraestrutura hídrica de Corumbá nos últimos anos; obras ampliarão capacidade de captação no Rio Paraguai e garantirão abastecimento durante períodos de seca extrema no Pantanal

A Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) anunciou nesta sexta-feira, 25 de abril de 2026, um investimento de R$ 26,4 milhões em obras de melhoria e ampliação da infraestrutura de captação de água no Rio Paraguai, em Corumbá. O aporte é o maior destinado à segurança hídrica da cidade em anos e visa garantir o abastecimento contínuo mesmo durante os períodos de seca extrema que afetam o Pantanal sul-mato-grossense.
O Que Aconteceu
A diretoria da Sanesul formalizou o anúncio do investimento durante reunião com autoridades municipais de Corumbá. O pacote de R$ 26,4 milhões será aplicado em obras que modernizarão e ampliarão a capacidade de captação de água do Rio Paraguai, a principal — e quase exclusiva — fonte de abastecimento da cidade.
O Rio Paraguai tem apresentado níveis cada vez mais baixos durante os períodos de seca, reflexo das mudanças climáticas e da intensificação das estiagens no Pantanal. Nas secas de 2023 e 2024, o nível do rio atingiu mínimas históricas, chegando a colocar em risco o abastecimento de Corumbá, que conta com mais de 100 mil habitantes.
O Que Será Feito
O investimento prevê um conjunto integrado de obras:
- Novos sistemas de bombeamento com maior capacidade e menor consumo energético
- Readequação das calhas de captação para operar em níveis mais baixos do rio
- Ampliação do sistema de tratamento para manter a qualidade da água em períodos de baixa vazão
- Monitoramento remoto em tempo real dos níveis do Rio Paraguai
- Melhorias na rede de adução que transporta a água captada até a ETA
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Investimento total | R$ 26,4 milhões |
| Município | Corumbá |
| Fonte hídrica | Rio Paraguai |
| População beneficiada | +100 mil habitantes |
| Contexto | Secas extremas no Pantanal |
| Objetivo | Segurança hídrica contínua |
Contexto: Pantanal em Risco Hídrico
O Pantanal mato-grosso-sulense vive uma sequência de secas severas desde 2019, com ciclos de inundação cada vez menos intensos. O Rio Paraguai — que em condições normais transborda e alimenta toda a planície pantaneira — tem registrado mínimas históricas nos últimos anos, afetando não apenas o abastecimento humano, mas também a fauna, a flora, a pesca artesanal e o ecoturismo.
A situação é agravada pelas mudanças climáticas globais, que tendem a intensificar as estiagens na região Centro-Oeste do Brasil. Investimentos em infraestrutura hídrica robusta são considerados essenciais para adaptar as cidades pantaneiras às novas realidades climáticas.
Impacto Para a População
Para os moradores de Corumbá, o investimento representa a garantia de que o abastecimento de água não será interrompido mesmo nos períodos de seca mais severa. A dependência de uma fonte única — o Rio Paraguai — torna a cidade especialmente vulnerável a variações extremas do nível das águas.
O Que Dizem os Envolvidos
A Sanesul informou que as obras serão licitadas nos próximos meses, com previsão de início para o segundo semestre de 2026.
"Este investimento é fundamental para garantir a segurança hídrica de Corumbá e a qualidade de vida da população pantaneira, especialmente nos períodos de seca. A Sanesul está comprometida com a modernização da infraestrutura de saneamento em todo o estado", afirmou a diretoria da empresa.
Próximos Passos
O processo licitatório para contratação das obras será aberto nos próximos meses. A previsão é de que as principais intervenções sejam concluídas antes da próxima temporada de seca, no segundo semestre de 2026. A Sanesul realizará monitoramento periódico do nível do Rio Paraguai durante todo o período das obras.
Fontes e Referências
- Diário MS News (diariomsnews.com.br)
- Sanesul — Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (sanesul.ms.gov.br)
- Governo do Estado de MS (ms.gov.br)
💰 Investimento Sanesul — Corumbá
Valor do investimento
R$ 26,4 milhões
Fonte de captação
Rio Paraguai
Município beneficiado
Corumbá
Objetivo
Segurança hídrica durante secas
Fonte: Diário MS News / Sanesul
❓ Perguntas Frequentes
Corumbá está localizada no Pantanal sul-mato-grossense e depende quase exclusivamente do Rio Paraguai como fonte de abastecimento de água. Nos últimos anos, as secas extremas que atingiram o Pantanal reduziram drasticamente o nível do rio, comprometendo a capacidade de captação da Sanesul e colocando em risco o abastecimento dos mais de 100 mil habitantes do município. Em 2024, o nível do Rio Paraguai atingiu mínimas históricas, forçando medidas de racionamento e restrições no consumo. O investimento de R$ 26,4 milhões visa ampliar a infraestrutura de captação para suportar períodos de estiagem severa sem comprometer o fornecimento de água à população.
O pacote de R$ 26,4 milhões inclui a modernização da estrutura de captação de água no Rio Paraguai, com instalação de novos equipamentos de bombeamento de maior capacidade, readequação das calhas de captação para operar em níveis mais baixos do rio, ampliação do sistema de tratamento para garantir qualidade mesmo em períodos de baixa vazão e melhorias na rede de adução que transporta a água captada até a estação de tratamento. As obras também preveem a implantação de um sistema de monitoramento remoto para acompanhar em tempo real os níveis do rio e acionar protocolos de contingência preventivos.
Sim. O Pantanal vem enfrentando uma série histórica de secas extremas desde 2019, com redução progressiva dos ciclos de inundação que caracterizam o bioma. O nível do Rio Paraguai, principal curso d'água do Pantanal sul-mato-grossense, atingiu mínimas históricas em anos recentes, impactando a fauna, a flora, a pesca artesanal e o abastecimento de água das cidades pantaneiras. Especialistas alertam que as mudanças climáticas tendem a intensificar a frequência e a severidade das secas, tornando urgentes os investimentos em infraestrutura hídrica para garantir a segurança da população que vive na região.
Camila Ferreira
Repórter
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