Disputa acirrada em Pernambuco: Raquel Lyra e João Campos empatam nas intenções de voto para 2026
Confira as articulações da governadora Raquel Lyra e do ex-prefeito João Campos na corrida eleitoral pelo governo de Pernambuco.

A cena política pernambucana caminha a passos largos para uma das eleições mais polarizadas e imprevisíveis de sua história recente. Com a proximidade das convenções partidárias no final de julho e início de agosto de 2026, a corrida eleitoral para o governo do estado está desenhada em torno de um clássico duelo político. De um lado, a governadora Raquel Lyra (PSD) busca a reeleição para consolidar o projeto administrativo iniciado em 2023. Do outro, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), desponta como a principal alternativa das forças de oposição. Pesquisas de intenção de voto divulgadas por institutos de pesquisa indicam um cenário de empate técnico absoluto entre os dois postulantes, evidenciando a divisão do eleitorado.
Raquel Lyra, que assumiu o governo após quebrar décadas de hegemonia do PSB no estado, tem pautado sua estratégia de pré-campanha na interiorização das ações administrativas e na conclusão de obras estruturadoras, com foco em saneamento e infraestrutura hídrica no semiárido pernambucano. A governadora consolidou apoios importantes de centro e de direita para a chapa de reeleição. Recentemente, obteve o apoio formal do Partido Novo e mantém aliança estratégica com o União Brasil sob a liderança do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. O grupo governista tenta carimbar a imagem de Raquel como uma gestora firme, focada em resultados fiscais e na melhoria dos indicadores econômicos do estado, em contraposição ao modelo do adversário.
Por sua vez, João Campos baseia sua candidatura na elevada aprovação popular obtida durante sua gestão à frente da prefeitura de Recife, capital do estado, e no forte alinhamento com a gestão federal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pré-candidato do PSB aposta na nacionalização do debate político para atrair o eleitorado progressista, defendendo que a parceria estreita com o governo federal é o caminho mais eficiente para a retomada de grandes investimentos públicos e sociais em Pernambuco. João Campos tem percorrido os municípios da Zona da Mata e do Agreste para ampliar sua presença geográfica fora da região metropolitana da capital, território onde historicamente a oposição encontra mais dificuldades frente ao eleitorado interiorano.
A corrida pelas duas vagas ao Senado Federal é outra importante frente de disputa e atrai a atenção de várias lideranças tradicionais da política pernambucana. Os atuais senadores Humberto Costa (PT) e Fernando Dueire (PSD) encerram seus mandatos e despontam como candidatos naturais à reeleição, embora enfrentem desafios nas pesquisas. A ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) tem aparecido com destaque nos levantamentos de intenção de voto para o Senado, liderando cenários estimulados devido ao seu forte apelo de recall eleitoral obtido em disputas anteriores no estado.
O cenário para as duas cadeiras na Câmara Alta é altamente congestionado e conta com pré-candidaturas de peso de diferentes espectros ideológicos. Nomes como o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), o ex-prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PL), o deputado federal Mendonça Filho (União Brasil), e o deputado Túlio Gadêlha (PSD) buscam viabilizar suas candidaturas nos partidos e coligações majoritárias. As negociações devem avançar no limite do prazo para a homologação das atas das convenções estaduais, em uma rodada de conversações que definirá as suplências e os acordos de tempo de propaganda eleitoral em rádio e televisão. O desfecho da eleição pernambucana será um termômetro para os rumos do poder político em todo o Nordeste.
Fonte: Folha de Pernambuco / Diario de Pernambuco
Redação
Repórter
💬 Fale com a Redação
Tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta para o portal? Envie fotos, vídeos e informações direto para nossos jornalistas no WhatsApp.