PCPR desarticula quadrilha que desviou R$ 8,3 milhões de distribuidora médica em Curitiba
Operação cumpre mandados judiciais contra grupo liderado por ex-gerente administrativa que desviava recursos da empresa há mais de um ano.

A Polícia Civil do Estado do Paraná (PCPR) deflagrou uma grande operação para desmantelar um esquema criminoso de desvio de verbas internas em uma renomada distribuidora de produtos médicos de Curitiba. O valor desviado do caixa da empresa ultrapassa R$ 8,3 milhões, acumulados ao longo de quatorze meses de fraudes bancárias.
As investigações da Delegacia de Estelionato de Curitiba revelaram que o esquema de desvio era articulado por uma ex-gerente administrativa e financeira da própria corporação, contando com a cumplicidade de outros três funcionários de TI e contabilidade e parentes que atuavam como laranjas em contas bancárias de fachada.
Sequestro e revelação do esquema
A apuração criminal teve início de forma inusitada após o sequestro temporário do proprietário da distribuidora médica. Durante o cativeiro, os sequestradores exigiram transferências milionárias. Ao auditar as contas para justificar o montante disponível aos criminosos, a diretoria da empresa descobriu discrepâncias gigantescas nos balanços mensais, que vinham sendo maquiados pela gerência financeira.
A ex-gerente financeira utilizava o sistema integrado da distribuidora para cadastrar pagamentos fantasmas a fornecedores médicos inexistentes. Os valores, contudo, eram depositados em contas correntes de parentes e empresas individuais abertas recentemente no nome de laranjas.
Cumprimento de mandados e bens bloqueados
Durante a operação, policiais civis do Paraná cumpriram 27 mandados de busca e apreensão e ordens de prisão temporária nos municípios de Curitiba, São José dos Pinhais e Almirante Tamandaré. A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, além do sequestro de seis imóveis de alto padrão e cinco veículos de luxo adquiridos pelo grupo com o dinheiro desviado.
A ex-gerente e os demais comparsas envolvidos responderão em regime fechado pelos crimes de associação criminosa, furto qualificado por abuso de confiança, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O proprietário da distribuidora passa bem e colabora com os trabalhos da delegacia curitibana para recuperação dos ativos desviados.
Fonte: Polícia Civil do Paraná (PCPR) / Delegacia de Estelionato de Curitiba
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