Operação do BOPE no Jardim Novo em Realengo desarma central clandestina
Ação ostensiva de tropas especiais da PMERJ combate o tráfico de drogas na Zona Oeste, apreende granadas e desmonta serviços ilegais mantidos por facções.

Uma operação policial de grande porte realizada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) com o apoio de unidades do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) na comunidade do Jardim Novo, em Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, no dia 9 de julho de 2026, resultou na prisão de um suspeito de gerenciar o tráfico de entorpecentes local, na apreensão de armas e explosivos de uso militar e na desarticulação de uma central clandestina de sinal de internet e TV por assinatura (conhecida como "gatonet") mantida pela facção criminosa que controla o território. A ação tática visou reprimir a extorsão praticada contra moradores e desmantelar a infraestrutura financeira paralela que financia a compra de armamentos pesados.
O Que Aconteceu
A incursão policial do BOPE iniciou-se nas primeiras horas da manhã, com o objetivo de surpreender as lideranças do tráfico local que utilizam a área do Jardim Novo como base operacional para roubos de carga no entorno de Bangu. Viaturas blindadas deram suporte à progressão a pé dos policiais especializados pelas ruelas estreitas da comunidade.
Ao entrarem no setor conhecido como "Lixeira", os policiais foram alvos de disparos efetuados por olheiros armados, gerando um rápido confronto armado. Os criminosos fugiram em direção à área de vegetação densa que faz divisa com o Parque Estadual da Pedra Branca, abandonando abrigos e materiais logísticos.
Em uma das residências utilizadas como base da quadrilha, os policiais localizaram três pistolas calibre 9mm, duas granadas de fabricação industrial e radiotransmissores. No andar superior do mesmo imóvel, funcionava uma central clandestina equipada com dezenas de decodificadores de satélite e modens de distribuição de internet ilegal que eram comercializados de forma compulsória na comunidade.
Contexto e Histórico
A comunidade do Jardim Novo em Realengo é historicamente disputada por diferentes facções de tráfico de drogas, sofrendo também com a pressão de milicianos que tentam se infiltrar na localidade para explorar serviços clandestinos. A cobrança de taxas de segurança e monopólio de internet tornaram-se as fontes de renda mais lucrativas dessas organizações.
O BOPE atua prioritariamente em áreas de alta complexidade tática, onde o policiamento convencional de batalhão enfrenta restrições operacionais devido à presença de barricadas físicas de concreto e trilhos de ferro instaladas nas esquinas para impedir o avanço de viaturas normais.
A desarticulação de serviços de "gatonet" e internet pirata tem sido uma prioridade da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro de forma a cortar a circulação de capital limpo que financia a compra de fuzis de assalto importados usados no controle bélico das favelas.
Impacto Para a População
A liberação da comunidade do monopólio de serviços clandestinos de telecomunicações devolve aos moradores a liberdade de escolha para contratar operadoras de telefonia e internet legítimas, sem a imposição de taxas coercitivas cobradas sob violência física pelas quadrilhas.
A tabela abaixo exibe a produtividade operacional e as apreensões acumuladas em operações de forças especiais no bairro de Realengo e Jardim Novo ao longo de 2026:
| Período da Ação | Fuzis/Pistolas Apreendidos | Granadas e Explosivos | Centrais de Internet Fechadas | Radiotransmissores | Prisões Efetuadas |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º Trimestre | 12 armas | 5 granadas | 2 centrais | 34 unidades | 18 prisões |
| 2º Trimestre | 15 armas | 8 granadas | 4 centrais | 42 unidades | 22 prisões |
| Julho (Parcial) | 3 armas | 2 granadas | 1 central | 9 unidades | 1 prisão |
As apreensões indicam a manutenção de depósitos de armamento no bairro e confirmam a importância das operações pontuais de saturação urbana para conter a expansão de monopólios mafiosos locais.
O Que Dizem os Envolvidos
O porta-voz da Polícia Militar do RJ elogiou o resultado técnico da operação. "Ao fechar essa central clandestina, tiramos de circulação uma fonte de receita recorrente de milhares de reais que a facção utilizava para pagar salários de homens armados. Nosso foco é asfixiar o crime financeiramente", explicou o oficial da PMERJ.
Moradores da comunidade, que preferiram manter o anonimato por razões óbvias de integridade física, relataram que o tráfico local cobrava taxas fixas mensais de R$ 70 por domicílio pela internet pirata, ameaçando cortar os fios e invadir as casas de quem se recusasse a pagar o valor cobrado.
A concessionária oficial de serviços de TV por assinatura emitiu nota apoiando as ações policiais, ressaltando que o roubo de sinal gera prejuízos tributários milionários ao erário estadual fluminense.
Próximos Passos
Os equipamentos e modens apreendidos na central clandestina do Jardim Novo foram direcionados à Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) para investigações técnicas de autoria de sinal.
O suspeito preso em flagrante portando uma das pistolas foi enquadrado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e receptação qualificada, permanecendo à disposição da Justiça no sistema de triagem de Benfica.
O batalhão local da PM (14º BPM) planeja manter patrulhas estáticas nas saídas da comunidade de Realengo nos horários de pico para evitar retaliações de criminosos contra a iluminação pública local.
Fechamento
A operação do BOPE no Jardim Novo em Realengo ilustra a complexidade do combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, que expandiu suas atividades para além do tráfico de drogas tradicional, explorando serviços públicos essenciais de telecomunicações de forma mafiosa. A desarticulação da central clandestina e a apreensão de explosivos representam vitórias pontuais no restabelecimento da ordem e das garantias de liberdade dos moradores da Zona Oeste. O portal Foco do Estado continuará cobrindo as atuações de tropas especiais e a segurança nas comunidades do Rio. Para obter dados e boletins de repressão ao crime organizado, consulte o portal oficial da Polícia Militar do RJ.
Fontes e Referências
- Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE - PMERJ): Relatório de Ocorrência Tática - Comunidade do Jardim Novo (Julho/2026).
- Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) - Registro de Apreensão de Equipamentos.
- Portal de Notícias G1 Rio de Janeiro - Cobertura de Operações de Segurança na Zona Oeste (09/07/2026).
- Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro - Assessoria de Relações de Imprensa.
Fonte: Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) / PMERJ
❓ Perguntas Frequentes
As equipes do BOPE apreenderam três pistolas automáticas calibre 9mm, duas granadas defensivas de uso militar de alto poder explosivo, dezenas de munições de diversos calibres, rádio transmissores sintonizados na frequência da facção, além de porções significativas de maconha e skunk embaladas para comércio.
Tratava-se de um centro ilegal de distribuição de sinais de TV por assinatura e internet banda larga (conhecido popularmente como 'gatonet'). O serviço clandestino era controlado pela facção criminosa local, que obrigava os moradores de Realengo a assinar o serviço sob ameaça física e usava o faturamento para financiar o tráfico de armas.
Durante a entrada das equipes táticas do BOPE na localidade do Jardim Novo, criminosos armados efetuaram disparos de cobertura para permitir a fuga de lideranças para a área de mata adjacente, gerando uma troca de tiros pontual. Contudo, não houve registro de civis ou policiais feridos na ação.
Camila Ferreira
Repórter
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