Fuga em Alcaçuz: Onze detentos escavam túnel em cela e escapam de presídio no RN
Fuga de detentos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, no Complexo de Alcaçuz, mobiliza força-tarefa no Rio Grande do Norte.

Fuga em Alcaçuz: Onze detentos escavam túnel em cela e escapam de presídio no RN
Uma fuga em massa registrada na madrugada desta sexta-feira mobilizou as forças de segurança pública do Rio Grande do Norte em uma caçada humana de grandes proporções no litoral sul do estado. Um grupo de detentos conseguiu escapar da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, unidade de segurança máxima que integra o Complexo Penal de Alcaçuz, localizado em Nísia Floresta, na Região Metropolitana de Natal. De acordo com as informações oficiais divulgadas pela Secretaria da Administração Penitenciária (Seap), treze internos iniciaram a evasão da cela coletiva, mas dois acabaram sendo interceptados e recapturados pelos policiais penais de plantão na área de contenção interna. Os outros onze criminosos conseguiram ultrapassar a barreira perimetral e alcançar o setor de dunas e matas costeiras que circundam o estabelecimento prisional.
A movimentação suspeita foi detectada pelos operadores do centro de videomonitoramento interno por volta das 5h30, quando os alarmes de sensores de presença foram acionados na área externa do pavilhão. As equipes de plantão agiram rapidamente para bloquear as rotas de fuga, iniciando as buscas imediatas nos arredores do complexo de segurança. O governo do estado determinou a instalação de uma força-tarefa de emergência envolvendo a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Penal e o helicóptero Potiguar 01 da Secretaria de Segurança Pública. Barreiras de fiscalização rodoviária foram montadas nas rodovias federais BR-101 e estaduais RN-063 para interceptar veículos suspeitos que circulam no entorno de Nísia Floresta.

As investigações preliminares apontam que o plano de fuga vinha sendo arquitetado há semanas pelos detentos da ala afetada. Os internos aproveitaram-se de falhas de iluminação e do baixo efetivo de guardas penais durante o turno da madrugada para realizar o rompimento estrutural. O Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN) emitiu uma nota de alerta denunciando as condições precárias de trabalho e as deficiências tecnológicas do complexo de Alcaçuz, que enfrenta problemas recorrentes com câmeras danificadas e equipamentos de proteção individual vencidos. A Secretaria de Administração Penitenciária instaurou uma sindicância administrativa interna para apurar eventuais negligências ou facilitação na rotina interna da custódia.
Identificação Oficial dos Detentos que Escaparam de Alcaçuz
A Seap divulgou o painel de identificação oficial com as fotos de fichamento e os nomes dos onze detentos que continuam foragidos na região. A lista inclui criminosos considerados de alta periculosidade pelas autoridades estaduais, muitos deles vinculados a facções criminosas nacionais que disputam o controle do tráfico de drogas no Nordeste. Entre os foragidos estão Cleidson Martins Dantas, Thiago da Silva Maia Braga, Diogo da Luz Silva, Isaac Donato Rodrigues, Kaio do Nascimento Gomes, Tiago Nogueira da Silva, Petrúcio Railande dos Santos, Jackson Matheus Martins Simões, Jonatas Ferreira Isis Dorea da Silva, Eliandson Luciano de Lima e Julianderson Francisco Nogueira.

Os serviços de inteligência das polícias civil e militar cruzaram os dados cadastrais dos fugitivos para traçar os possíveis pontos de apoio familiar e logístico no estado. Informações anônimas recebidas pelo Disque-Denúncia indicam que parte do grupo tentou contato com comparsas na capital potiguar para obter roupas civis, dinheiro e meios de transporte. A população das comunidades vizinhas ao complexo penitenciário, como Pirangi do Sul e Tabatinga, foi orientada a redobrar a vigilância em residências rurais e chácaras de veraneio. Os cidadãos devem evitar o contato com indivíduos desconhecidos e comunicar qualquer atitude suspeita imediatamente ao número telefônico 190.
Os policiais militares realizaram buscas em imóveis abandonados e áreas de veraneio que costumam servir de esconderijo temporário na baixa temporada. As equipes táticas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) realizam incursões nas trilhas de mata atlântica nativa da região para localizar vestígios deixados pelos foragidos. As autoridades de segurança do estado de Pernambuco e da Paraíba foram notificadas da fuga e reforçaram o monitoramento nas divisas rodoviárias interestaduais para impedir a evasão dos fugitivos do território potiguar. A cooperação interagências visa cercar os principais eixos de mobilidade dos criminosos procurados.
A Dinâmica da Fuga e a Escavação Realizada na Cela
A perícia técnica realizada pelo Instituto de Perícia do RN (ITEP) no local da ocorrência detalhou o modus operandi utilizado pelos detentos na cela da Penitenciária Rogério Coutinho Madruga. Os internos conseguiram remover o vaso sanitário de concreto e alumínio utilizando ferramentas improvisadas confeccionadas a partir de vergalhões de ferro retirados da estrutura do beliche da cela. Com a remoção do vaso sanitário, os detentos tiveram acesso à tubulação de esgoto e iniciaram a escavação de uma passagem sob a base de concreto do piso da unidade.

A terra retirada durante o processo de escavação foi espalhada de forma camuflada por baixo dos colchões e nas saídas de ar da cela para evitar a detecção durante as vistorias diurnas de rotina. Após cavarem uma rota de aproximadamente três metros de extensão, os detentos conseguiram acessar a área externa do pavilhão carcerário, que fica localizada em um ponto cego das torres de observação militar. Utilizando cordas artesanais tecidas com lençóis, conhecidas popularmente no jargão policial como "teresas", os fugitivos escalaram a alta muralha cinza que delimita o perímetro externo do Complexo de Alcaçuz.
A quebra da integridade estrutural do piso de concreto reforça as críticas de engenharia sobre a qualidade construtiva das unidades prisionais do estado. Os engenheiros periciais coletaram amostras do concreto e das ferragens para analisar se houve fadiga do material ou se a mistura de cimento utilizada na construção estava fora dos padrões mínimos de resistência exigidos. A diretoria da penitenciária interditou temporariamente a cela violada e determinou a transferência dos demais custodiados daquele pavilhão para áreas de segurança máxima. O reparo emergencial das instalações hidrossanitárias foi iniciado para restabelecer a segurança interna do complexo penal.
Tabela Informativa e Dados Técnicos da Fuga de Alcaçuz
Abaixo estão consolidados os dados e estatísticas oficiais sobre a ocorrência registrada no complexo penal do Rio Grande do Norte:
Dados Técnicos da Ocorrência
| Parâmetro Operacional | Detalhes Técnicos e Estatísticas |
|---|---|
| Estabelecimento Penal | Penitenciária Rogério Coutinho Madruga (Alcaçuz) |
| Localização Geográfica | Nísia Floresta, Rio Grande do Norte (RN) |
| Data e Hora do Fato | 31 de julho de 2026, por volta das 05h30 |
| Total de Internos na Cela | 13 detentos |
| Número de Fugitivos | 11 presos em fuga ativa |
| Número de Recapturados | 02 detentos interceptados na contenção interna |
| Método Utilizado | Remoção de vaso sanitário de concreto e túnel sob esgoto |
| Apoio Operacional | Helicóptero Potiguar 01, BOPE, Polícia Militar e Penal |
| Instância Apuradora | Sindicância Administrativa da Seap RN e ITEP |
Medidas Corretivas e Desdobramentos na Segurança Prisional
A governadora do Rio Grande do Norte convocou uma reunião extraordinária com o gabinete de gestão integrada de segurança para definir metas imediatas de recaptura e reestruturação carcerária. O governo anunciou a liberação de recursos emergenciais para a aquisição de novos sistemas de sensores térmicos e câmeras de monitoramento com tecnologia infravermelha para cobrir os pontos cegos das muralhas de Alcaçuz. Além disso, foi autorizada a convocação extraordinária de policiais penais em gozo de folga para reforçar a guarda nas guaritas externas do complexo de Nísia Floresta.
O Ministério Público estadual abriu um inquérito civil público para investigar a infraestrutura e a insuficiência de recursos humanos relatadas pelo sindicato da categoria. A promotoria pretende cobrar do executivo estadual um cronograma rígido de investimentos e reformas nos pavilhões para evitar novas ocorrências dessa natureza. A segurança na região metropolitana de Natal continuará sob alerta reforçado por tempo indeterminado até que todos os fugitivos da lista oficial sejam localizados e reintroduzidos no sistema prisional.
O Foco do Estado manterá a cobertura jornalística em tempo real sobre as ações de busca executadas pela força-tarefa de segurança do RN. As atualizações oficiais e relatórios policiais das buscas de campo serão compartilhados com os leitores conforme as informações forem confirmadas pelas assessorias de comunicação dos órgãos competentes. A cooperação entre a comunidade local e as polícias continua sendo o canal mais eficiente para garantir o restabelecimento da ordem e da tranquilidade na região metropolitana de Natal.
Perguntas Frequentes sobre a Fuga de Presos do Complexo de Alcaçuz
Perguntas Frequentes
Como os presos conseguiram remover o vaso de concreto e escavar o túnel sem serem notados?
Os internos utilizaram partes de metal retiradas das camas beliche da cela para quebrar a argamassa de fixação do vaso sanitário de concreto de forma silenciosa durante as madrugadas anteriores. A terra retirada do pequeno túnel de esgoto foi cuidadosamente camuflada nos cantos da cela e ensacada em lençóis, escondida dos agentes de vistoria embaixo dos colchões.
Quais forças de segurança integram a força-tarefa de buscas no Rio Grande do Norte?
A força-tarefa de buscas em Nísia Floresta e arredores é composta por agentes da Polícia Penal do RN, batalhões táticos de choque da Polícia Militar, peritos criminais do ITEP, investigadores de campo da Polícia Civil e o helicóptero Potiguar 01 da Secretaria de Segurança Pública. O grupo atua de forma conjunta realizando buscas terrestres e aéreas.
Qual é a periculosidade dos detentos que conseguiram fugir da penitenciária?
Os onze detentos fugitivos são classificados pelas autoridades de segurança prisional do estado como criminosos de alta periculosidade, muitos dos quais cumprem sentenças por crimes hediondos, tráfico internacional de entorpecentes e homicídios qualificados. A maioria dos foragidos possui ligação confirmada com grandes facções criminosas do tráfico de drogas nacional.
Para enviar denúncias sobre o paradeiro dos fugitivos no RN, ligue para o Disque-Denúncia 181 ou contate a Secretaria de Administração Penitenciária do RN de forma anônima e segura.
Fonte: https://www.gov.br/pf
Redação Foco do Estado
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