Operação Ruptura prende 14 foragidos por crimes de violência de gênero no RS
Ação coordenada da Polícia Civil localiza procurados por estupro de vulnerável, lesão corporal e tentativa de feminicídio na Grande Porto Alegre e interior.

A Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul (PCRS), por meio de uma ação integrada entre o Departamento de Polícia Metropolitana (DPM) e o Departamento de Polícia do Interior (DPI), deflagrou a "Operação Ruptura". A ofensiva focou na localização e prisão de foragidos da justiça procurados por crimes graves cometidos no âmbito doméstico e de gênero. As equipes de policiais civis realizaram incursões coordenadas em cidades da Região Metropolitana e do interior do estado, incluindo Sapiranga, Novo Hamburgo, Estrela e Porto Alegre, resultando na prisão de 14 indivíduos com mandados judiciais em aberto por estupro de vulnerável, tentativa de feminicídio, cárcere privado e lesão corporal grave contra ex-companheiras.
O Que Aconteceu
A Operação Ruptura mobilizou mais de sessenta policiais civis e viaturas caracterizadas de forma coordenada nas primeiras horas da manhã. A investigação de inteligência policial realizou o cruzamento de dados de endereços cadastrados de parentes e locais de trabalho de suspeitos que possuíam mandados de prisão decretados e encontravam-se foragidos.
Em Sapiranga, os policiais localizaram um homem de 42 anos foragido desde o fim do ano passado por estupro de vulnerável continuado cometido contra sua enteada.
Já em Novo Hamburgo, na região do Vale do Sinos, as equipes capturaram um suspeito procurado por tentativa de feminicídio com golpes de arma branca, que havia descumprido medidas protetivas de urgência judiciais e vinha se ocultando em residências de chácaras de difícil acesso da região rural.
Os foragidos capturados não ofereceram resistência física durante a abordagem das equipes da PC gaúcha e foram imediatamente conduzidos aos plantões policiais das respectivas comarcas para lavratura dos atos prisionais.
Contexto e Histórico
O combate à violência de gênero e à importunação sexual infantojuvenil no Rio Grande do Sul é uma prioridade institucional de segurança pública da PCRS, que mantém dezenas de Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAM) ativas.
O estado do Rio Grande do Sul possui taxas de criminalidade de violência contra a mulher que exigem monitoramento rígido, principalmente em regiões industriais do Vale do Sinos e do Vale do Taquari, onde conflitos intrafamiliares muitas vezes evoluem de lesões corporais para tragédias intencionais fatais.
A Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022) e a Lei Maria da Penha tornaram os procedimentos prisionais preventivos mais céleres e rígidos, permitindo que a autoridade judicial decrete a prisão de suspeitos de ameaça ou violência psicológica antes que agressões físicas mais severas sejam executadas contra as vítimas em seus lares.
Impacto Para a População
As capturas de criminosos condenados trazem alívio às mulheres vítimas e suas famílias, que viviam sob o temor de retaliações ou novos ataques de parceiros foragidos que circulavam pelas ruas das cidades.
A tabela a seguir sistematiza os resultados operacionais e as naturezas criminais das prisões efetuadas no âmbito da Operação Ruptura da Polícia Civil do RS em 2026:
| Município de Prisão | Quantidade de Presos | Natureza do Crime de Gênero | Status Judicial do Preso | Unidade Prisional de Destino |
|---|---|---|---|---|
| Sapiranga | 3 detidos | Estupro de vulnerável / Agressões | Prisão preventiva e condenação | Penitenciária Estadual de Jacuí |
| Novo Hamburgo | 4 detidos | Tentativa de feminicídio / Ameaça | Prisão preventiva / Descumprimento | Presídio Estadual de Novo Hamburgo |
| Estrela | 2 detidos | Lesão corporal grave intrafamiliar | Mandado de prisão por sentença | Penitenciária Regional de Lajeado |
| Porto Alegre | 3 detidos | Cárcere privado e perseguição | Prisão preventiva deferida | Cadeia Pública de Porto Alegre |
| Outros (Montenegro) | 2 detidos | Descumprimento de ordens judiciais | Flagrante e preventiva | Penitenciária de Montenegro |
A retirada desses indivíduos das comunidades evita a reincidência delitiva e emite uma mensagem clara de que as forças de segurança pública do RS reprimem rigorosamente a impunidade na violência intrafamiliar.
O Que Dizem os Envolvidos
A diretora do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM) ressaltou a relevância do planejamento. "A Operação Ruptura tem esse nome porque visa romper o ciclo de medo das vítimas. Uma medida protetiva judicial ou uma sentença de prisão só têm eficácia real se o agressor for efetivamente retirado de circulação. Nossos agentes trabalharam incansavelmente no mapeamento e captura desses foragidos", declarou a delegada titular da PCRS.
Representantes de associações de apoio a vítimas de violência doméstica em Sapiranga comemoraram o cumprimento dos mandados judiciais locais, destacando a necessidade de acolhimento social contínuo das famílias.
A assessoria do Ministério Público gaúcho informou que acompanhará o encaminhamento das denúncias e a correta execução penal dos réus capturados.
Próximos Passos
Os policiais civis de Sapiranga e Novo Hamburgo notificarão as vítimas sobre a efetivação das prisões de seus agressores, permitindo o restabelecimento de suas rotinas sociais sob proteção.
A Polícia Penal do Rio Grande do Sul (SUSEPE) organizará o remanejamento interno de celas dos presídios para acomodar os novos custodiados de forma isolada de presos comuns.
Os inquéritos policiais pendentes de indiciamento serão finalizados pelas delegacias e encaminhados às varas de violência doméstica das comarcas correspondentes no Rio Grande do Sul.
Fechamento
O cumprimento de 14 mandados de prisão contra criminosos de violência doméstica e de gênero no âmbito da Operação Ruptura da Polícia Civil gaúcha ilustra o rigor das forças de segurança do Rio Grande do Sul na repressão ativa a agressores de mulheres e menores. Ao mapear o interior e a Região Metropolitana e capturar foragidos da justiça com processos de tentativa de feminicídio e estupro de vulnerável, a PC do RS assegura a eficácia das ordens judiciais e traz paz social às comunidades. O portal Foco do Estado continuará reportando as ações, operações e indicadores de segurança pública do sul do país. Para obter orientações legais sobre medidas de segurança de urgência, consulte os canais da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul.
Fontes e Referências
- Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul (PCRS): Relatório de Inteligência da Operação Ruptura - DPM/DPI (Julho/2026).
- Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) - Cadastro de Mandados de Prisão e Ordens Judiciais - Sapiranga e Novo Hamburgo.
- Secretaria da Segurança Pública do RS (SSP-RS) - Coordenadoria de Proteção à Mulher - Estatísticas Trimestrais.
- Lei Federal nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) e Lei Federal nº 14.344/2022 (Lei Henry Borel).
Fonte: Departamento de Polícia Metropolitana (DPM) / Departamento de Polícia do Interior (DPI-PCRS)
❓ Perguntas Frequentes
As prisões de foragidos da justiça ocorreram em Porto Alegre, Novo Hamburgo, Estrela, Sapiranga, Guaíba e Montenegro.
Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão contra foragidos com condenações definitivas ou ordens de prisão preventiva decretadas por violência de gênero.
Os foragidos foram apresentados nas delegacias locais e transferidos para unidades do sistema prisional sob a responsabilidade da Polícia Penal do Rio Grande do Sul.
Luís Fernando
Repórter
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