TRE-SC reúne forças policiais para combater desinformação nas Eleições 2026
Tribunal Regional Eleitoral alinha estratégias integradas com Polícia Civil, Militar, Federal e Científica para garantir a segurança das urnas.

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), sediado em Florianópolis, realizou uma reunião de alinhamento estratégico com os comandos das forças de segurança pública que atuarão no estado durante o pleito. O objetivo central do encontro foi unificar os protocolos de combate à desinformação (fake news), crimes eleitorais cibernéticos e coordenar o policiamento ostensivo e de inteligência nas zonas eleitorais catarinenses. A reunião, coordenada pela presidência do TRE-SC, estabeleceu comitês de resposta rápida compostos por agentes da Polícia Civil de SC, Polícia Militar, Polícia Federal e Polícia Científica para monitorar crimes contra a integridade das urnas e coibir a propagação de boatos digitais orquestrados na internet.
O Que Aconteceu
A reunião de cúpula no auditório do TRE-SC em Florianópolis marcou o início das ações práticas de segurança para as eleições de outubro. A Justiça Eleitoral catarinense manifestou preocupação com a utilização inadequada de ferramentas de inteligência artificial (como deepfakes de áudio e vídeo de candidatos) que tentam enganar o eleitorado e desestabilizar as campanhas estaduais.
Durante o encontro, ficou definido o funcionamento integrado do Comitê de Enfrentamento à Desinformação, que operará em tempo real com técnicos de tecnologia de informação do tribunal e peritos criminais em crimes cibernéticos da Polícia Civil e Polícia Científica de SC.
Os peritos utilizarão softwares avançados de monitoramento de redes sociais para detectar padrões automatizados de disparos de mentiras direcionados contra o processo eletrônico de votação ou contra a honra de candidatos ao governo e senado.
Paralelamente, a Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral (MPE) terão representantes de plantão para receber denúncias qualificadas de boca de urna, compra de votos tradicional e lavagem de capitais em doações de campanha irregulares no interior catarinense.
Contexto e Histórico
O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) gerencia o pleito para mais de 5,6 milhões de eleitores aptos a votar no estado, divididos em centenas de locais de votação de escolas urbanas e rurais.
A propagação de desinformação digital nas campanhas eleitorais brasileiras tornou-se um fenômeno complexo a partir de 2018, desafiando a Justiça Eleitoral a atuar de forma ágil para remover conteúdos falsos da internet antes que causem danos irreversíveis à reputação pública de concorrentes.
Em 2026, as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornaram-se consideravelmente mais rígidas. A legislação eleitoral prevê a cassação de registros de candidaturas e a inelegibilidade de políticos que comprovadamente financiarem ou divulgarem fake news de forma sistemática para obter vantagens eleitorais no pleito.
Impacto Para a População
A atuação integrada garante a lisura do processo de escolha democrática e protege o eleitor catarinense de ser enganado por montagens de IA, assegurando a transparência absoluta na apuração e na totalização rápida dos votos.
A tabela a seguir sistematiza as atribuições específicas de cada força de segurança integrada ao TRE-SC para coibir crimes eleitorais e desinformação digital em Santa Catarina em 2026:
| Força de Segurança Integrada | Atribuição Prioritária na Eleição | Foco de Atuação Tática | Canal de Recebimento de Ocorrências | Status operacional do Comitê |
|---|---|---|---|---|
| Polícia Federal (PF) | Combate a crimes eleitorais federais | Compra de votos, caixa 2, crimes cibernéticos federais | Delegacia de Polícia Federal | Ativo (Plantão permanente) |
| Polícia Civil de SC (PCSC) | Investigação de fraudes estaduais | Coações de gênero, deepfakes locais, furtos | Delegacias Regionais e Delegacia Virtual | Ativo (Plantão permanente) |
| Polícia Militar de SC (PMSC) | Policiamento ostensivo e ordem pública | Segurança de locais de votação, boca de urna | Atendimento de emergência 190 | Ativo (Planejamento concluído) |
| Polícia Científica de SC | Perícia forense digital de mídias | Rastreio de mídias falsificadas, adulterações | Requisição direta de peritos do TRE-SC | Ativo (Laboratório mobilizado) |
| MPE / Promotores | Ações judiciais e denúncias penais | Ajuizamento de suspensões e multas | Ouvidoria do Ministério Público Eleitoral | Ativo (Fiscais em zonas) |
As denúncias de descumprimento de propaganda que derem entrada no aplicativo Pardal serão distribuídas automaticamente aos juízes eleitorais das respectivas comarcas para julgamento rápido.
O Que Dizem os Envolvidos
O presidente do TRE-SC destacou o compromisso com a verdade. "A urna eletrônica é um patrimônio democrático brasileiro. Não permitiremos que mentiras infundadas ou ataques cibernéticos orquestrados manchem a reputação da Justiça Eleitoral de Santa Catarina em 2026. A união de esforços das forças de segurança garantirá um pleito limpo, seguro e transparente para nossa população", declarou o magistrado do tribunal.
O delegado geral da Polícia Civil de SC ressaltou o preparo dos investigadores. "Nossos policiais do setor de crimes cibernéticos estão prontos para identificar com precisão a origem de disparos de fake news e fake áudios que desrespeitem a legislação e a integridade de candidatos catarinenses", comentou a autoridade policial.
O Ministério Público Eleitoral reiterou que atuará de forma célere para pedir a exclusão de links mentirosos de redes sociais em poucas horas úteis.
Próximos Passos
Os juízes eleitorais de Santa Catarina participarão de seminários de capacitação interna focados na nova jurisprudência de inteligência artificial aplicada ao direito eleitoral.
O comitê conjunto realizará testes de simulação de queda de conexões de internet e planos de contingência de energia de locais de votação para certificar o funcionamento das urnas em cenários extremos de chuvas.
A Justiça Eleitoral catarinense veiculará propagandas institucionais em emissoras de rádio e TV locais orientando a população sobre como checar boatos de internet e denunciar abusos de poder econômico.
Fechamento
A estruturação integrada de protocolos de segurança entre o TRE-SC e as corporações policiais catarinenses estabelece barreiras ativas contra crimes eleitorais e a propagação de desinformação digital nas eleições de 2026. Ao coordenar forças da Polícia Civil, Militar, Federal e Científica em comitês de monitoramento tecnológico rápido, o tribunal assegura a estabilidade democrática e a transparência do processo de votação eletrônica em Santa Catarina. A colaboração ativa da população por meio de denúncias será vital para coibir práticas desleais de propaganda na internet. O portal Foco do Estado continuará acompanhando as resoluções eleitorais, o monitoramento de segurança de candidatos e a apuração dos votos no estado. Para checar fatos e boatos sobre as urnas, acesse o portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fontes e Referências
- Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC): Atas da Reunião de Alinhamento de Segurança Eleitoral - Florianópolis (Julho/2026).
- Secretaria da Segurança Pública do Estado de Santa Catarina - Plano Estadual de Policiamento de Eleições.
- Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - Resolução nº 23.732/2024 (Regulamentação do Uso de Inteligência Artificial em Campanhas).
- Polícia Científica de Santa Catarina - Laboratório de Tecnologia de Rastreio de Mídias Digitais Forenses.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Eleitoral de SC (TRE-SC) / Secretaria de Segurança Pública de SC
❓ Perguntas Frequentes
Participaram representantes da Polícia Civil de SC, Polícia Militar de SC, Polícia Federal, Polícia Científica, Ministério Público Eleitoral e ABIN.
O tribunal ativou o Comitê de Enfrentamento à Desinformação, que utilizará inteligência artificial integrada a canais de denúncia direta do eleitorado para identificar e remover conteúdos inverídicos das redes sociais.
O eleitorado pode consultar o canal oficial 'Fato ou Boato' no portal da Justiça Eleitoral ou enviar denúncias anônimas pelo aplicativo Pardal do TSE.
Luís Fernando
Repórter
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