Fábio Mitidieri busca reeleição em disputa acirrada contra Valmir de Francisquinho em Sergipe
Governador Fábio Mitidieri consolida base aliada com apoio nacional de Lula, enquanto Valmir desponta como o principal oponente.

A corrida sucessória estadual em Sergipe para o pleito geral de 2026 caminha a passos céleres para as convenções partidárias oficiais, agendadas para ocorrer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. No epicentro do debate eleitoral encontra-se o projeto de reeleição do governador Fábio Mitidieri (PSD). Eleito em 2022 em um segundo turno competitivo, Mitidieri tenta chancelar sua gestão junto ao eleitorado, apresentando como credenciais as obras de saneamento básico, a atração de investimentos na cadeia produtiva do gás natural e a interiorização de serviços integrados de saúde como marcas registradas do Palácio de Governos.
Para viabilizar sua reeleição, Fábio Mitidieri estruturou uma ampla base de apoio partidário no estado, reunindo siglas tradicionais como o PSD, PP, União Brasil e construindo uma aliança pragmática de sustentação parlamentar com o PT local, o que garante a inserção de sua candidatura no palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia governista visa nacionalizar o debate político e destacar as parcerias federais como indutoras de recursos para obras de infraestrutura logística e programas sociais no menor estado do país.
Um dos principais eixos econômicos e de debate político na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) tem sido o avanço do projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP) da Petrobras, voltado para a exploração e produção de petróleo e gás natural na costa sergipana. A base governista defende que a atual gestão preparou o estado do ponto de vista tributário e de infraestrutura para receber os grandes investimentos associados a esse projeto, o que resultará em expressivo aumento da arrecadação de royalties e na geração de empregos qualificados. Por outro lado, parlamentares da oposição cobram maior transparência na distribuição dos royalties aos municípios e criticam a demora na implementação prática dos projetos industriais previstos, alegando que o impacto social e econômico ainda não chegou à população de menor renda do interior sergipano.
Entretanto, as pesquisas de intenção de voto divulgadas no primeiro semestre de 2026 indicam que a disputa pelo comando do Poder Executivo sergipano promete ser uma das mais acirradas das últimas décadas. O principal oponente do governador é o ex-prefeito do município de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos). Valmir possui forte base eleitoral na região do agreste sergipano e sustenta seu discurso de pré-campanha na crítica à carga tributária estadual e na cobrança de maior fomento à agricultura familiar e ao comércio local, que são pilares da economia das cidades do interior de Sergipe.
Além do confronto principal, o cenário eleitoral do estado é enriquecido pelas pré-candidaturas de Ricardo Marques (PL), atual vice-prefeito do município de Aracaju, que busca agregar o eleitorado conservador da capital sergipana; Emanuel Cacho, representando a Federação PSDB-Cidadania; e Dr. Helton Monteiro (PSOL), que defende pautas ligadas aos direitos sociais e ao funcionalismo público estadual. A diversidade de pré-candidatos aumenta a probabilidade de a eleição estadual ser decidida em segundo turno, onde as alianças de última hora desempenharão papel determinante na vitória.
A disputa pelas duas vagas ao Senado Federal pelo estado de Sergipe também mobiliza as lideranças regionais nos bastidores partidários. Os mandatos dos senadores Alessandro Vieira (MDB) e Rogério Carvalho (PT) se encerram em janeiro de 2027, e ambos buscam a reeleição. A corrida à Câmara Alta do Congresso Nacional é vista como um espaço altamente competitivo e indefinido, contando com pré-candidaturas fortes como as do ex-senador Eduardo Amorim, do ex-deputado federal André Moura, do ex-prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira, do Delegado André David e do deputado federal Rodrigo Valadares (PL).
As discussões para a definição de quais nomes comporão as vagas de senadores e suplentes nas chapas governistas e oposicionistas têm gerado debates intensos na imprensa e nas executivas estaduais. O equilíbrio de forças nas prefeituras do interior e a influência dos deputados estaduais e federais serão fundamentais na montagem das estruturas de campanha nas ruas a partir de agosto de 2026. O eleitorado sergipano decidirá, nas urnas no dia 4 de outubro, os rumos políticos do estado para o próximo quadriênio.
Fonte: Infonet / G1 Sergipe
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