CBMMS encerra Mês da Mulher com palestra sobre violência de gênero
Corpo de Bombeiros promoveu evento sobre o papel do homem na desconstrução da violência contra a mulher. Ação integra série de atividades de março.

O CBMMS encerrou as ações do Mês da Mulher com palestra sobre o papel do homem na desconstrução da violência contra a mulher. O evento promoveu a conscientização masculina como parte do enfrentamento à violência de gênero dentro e fora da corporação.
O Que Aconteceu
A palestra de encerramento do Mês da Mulher no CBMMS teve como tema central a responsabilidade masculina no combate à violência contra a mulher. A abordagem partiu de um princípio direto: o enfrentamento à violência de gênero não é tarefa exclusiva das mulheres. Demanda engajamento ativo dos homens na transformação de comportamentos, atitudes e padrões culturais.
O evento abordou desde formas sutis de violência — controle emocional, desqualificação, isolamento — até as manifestações mais graves, como violência física e feminicídio. A palestra foi direcionada aos integrantes da Corporação, buscando promover reflexão sobre como atitudes cotidianas podem contribuir para a manutenção ou para a desconstrução de dinâmicas violentas.
A atividade encerrou uma série de ações realizadas pelo CBMMS ao longo de março — palestras, rodas de conversa, ações de sensibilização voltadas ao público interno e à comunidade.
Contexto e Histórico
A realização de ações do Mês da Mulher dentro de uma corporação militar é significativa. As forças de segurança pública são instituições historicamente masculinas que têm buscado ampliar a participação feminina e promover igualdade de gênero em seus quadros. No CBMMS, mulheres atuam como bombeiras combatentes, oficiais, mergulhadoras, pilotas e em diversas especialidades.
A promoção de um ambiente de trabalho livre de violência e discriminação é prioridade declarada pela gestão da Corporação. Mas a mudança cultural em instituições militares é processo lento, que exige ações contínuas de conscientização, canais de denúncia seguros e acompanhamento psicossocial.
O tema ganha relevância especial em Mato Grosso do Sul, estado que enfrenta índices preocupantes de violência contra a mulher. A conscientização dentro das corporações é estratégica: os profissionais de segurança pública são frequentemente os primeiros a atender ocorrências de violência doméstica e feminicídio. A qualidade desse atendimento depende da sensibilidade e do preparo de cada profissional.
A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) e a Lei do Feminicídio (Lei 13.104/2015) compõem o arcabouço legal de enfrentamento à violência de gênero no Brasil. Em MS, a rede de atendimento inclui DEAMs, casas-abrigo, centros de referência e juizados especializados.
Impacto Para a População
A formação de profissionais de segurança pública sensíveis às questões de gênero tem impacto direto na qualidade do atendimento às vítimas de violência doméstica.
| Aspecto | Detalhe |
|---|---|
| Evento | Palestra de encerramento do Mês da Mulher |
| Tema | Papel do homem na desconstrução da violência |
| Público | Integrantes do CBMMS |
| Ligue 180 | 24h, gratuito, sigiloso |
| PM emergência | 190 |
| Polícia Civil | 197 |
| DEAM | Campo Grande |
| Disque 100 | Crianças e adolescentes |
Quando um bombeiro ou policial atende uma ocorrência de violência doméstica com sensibilidade e preparo, a vítima se sente acolhida e tem mais confiança para denunciar. Quando o atendimento é frio ou desqualificador, a vítima pode desistir de buscar ajuda. A palestra do CBMMS contribui para que o primeiro cenário seja a regra.
A presença feminina crescente nas forças de segurança de MS também se beneficia de ações como essa. Mulheres que integram corporações militares enfrentam desafios específicos — e um ambiente institucional que discute abertamente a violência de gênero é mais seguro para todas.
O Que Dizem os Envolvidos
O CBMMS divulgou a realização do evento por meio de sua Assessoria de Comunicação Social, destacando o compromisso da Corporação com a igualdade de gênero.
"O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul encerrou as ações do Mês da Mulher com palestra sobre o papel do homem na desconstrução da violência contra a mulher", informou o CBMMS em comunicado.
A Corporação, sob o comando do Coronel Frederico Reis Pouso Salas, tem promovido ações de conscientização como parte de uma política institucional mais ampla de valorização da diversidade e combate à discriminação.
Próximos Passos
O CBMMS planeja manter ações de conscientização sobre violência de gênero ao longo de todo o ano, não apenas em março. A formação continuada dos profissionais em atendimento sensível a vítimas de violência doméstica é considerada prioridade pela gestão da Corporação.
A integração com a rede de atendimento à mulher — DEAMs, centros de referência, juizados especializados — também será fortalecida, garantindo que os bombeiros saibam encaminhar adequadamente as vítimas que atendem em ocorrências.
Fechamento
Violência contra a mulher se combate com lei, com atendimento qualificado e com mudança de cultura. A palestra do CBMMS é um passo nessa direção — dentro de uma corporação militar, onde a transformação cultural tem peso ainda maior.
Denúncias: Ligue 180 (24h, gratuito), 190 (emergência), DEAM Campo Grande.
Fontes e Referências
- CBMMS — Corpo de Bombeiros Militar de MS (bombeiros.ms.gov.br)
- Assessoria de Comunicação Social do CBMMS
- Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha)
- Lei 13.104/2015 (Lei do Feminicídio)
A mudança cultural em instituições militares é processo que exige persistência. Não basta uma palestra por ano. É preciso formação continuada, canais de denúncia que funcionem de verdade, acompanhamento psicossocial acessível e liderança que dê o exemplo. O CBMMS, ao escolher o tema "papel do homem na desconstrução da violência", sinaliza que entende a complexidade do problema.
A presença feminina nas forças de segurança de MS tem crescido nas últimas décadas. Mulheres atuam como bombeiras combatentes, oficiais, mergulhadoras, pilotas e em diversas especialidades. Cada uma delas enfrenta desafios específicos em um ambiente historicamente masculino. Um ambiente institucional que discute abertamente a violência de gênero é mais seguro para todas — e mais eficiente no atendimento à população.
A capacitação dos bombeiros para atendimento sensível a vítimas de violência doméstica tem impacto direto na qualidade do serviço prestado. Quando uma mulher em situação de violência aciona o 193 ou o 190, o profissional que atende precisa estar preparado para acolher, orientar e encaminhar adequadamente. A palestra do CBMMS contribui para essa formação.
O Brasil possui arcabouço legal robusto para o enfrentamento à violência contra a mulher — Lei Maria da Penha, Lei do Feminicídio, medidas protetivas, delegacias especializadas. Em MS, a rede de atendimento inclui DEAMs, casas-abrigo, centros de referência e juizados de violência doméstica. A efetividade dessa rede depende, em grande parte, da sensibilidade dos profissionais que a operam — e é exatamente isso que ações como a do CBMMS buscam construir.
As ações do Mês da Mulher no CBMMS não se limitaram à palestra de encerramento. Ao longo de março, a Corporação realizou rodas de conversa, distribuição de material informativo e ações de sensibilização em diferentes unidades do estado. O objetivo foi alcançar o maior número possível de integrantes da Corporação, promovendo a reflexão sobre violência de gênero em todos os níveis hierárquicos.
A iniciativa se alinha às políticas públicas estaduais e federais de enfrentamento à violência de gênero. O Plano Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres prevê ações de capacitação para profissionais de segurança pública, reconhecendo que a qualidade do atendimento às vítimas depende diretamente do preparo dos agentes que atuam na linha de frente.
O compromisso do CBMMS com a igualdade de gênero é institucional e permanente — não se limita ao mês de março.
💰 Ação do CBMMS
Evento
Encerramento do Mês da Mulher
Tema
Papel do homem na desconstrução da violência
Instituição
CBMMS
Denúncias
Ligue 180 / 190
Fonte: CBMMS / Assessoria de Comunicação Social
❓ Perguntas Frequentes
A palestra abordou o papel do homem na desconstrução da violência contra a mulher, promovendo a conscientização masculina como parte fundamental do enfrentamento à violência de gênero. O evento partiu do princípio de que o combate à violência doméstica não é responsabilidade exclusiva das mulheres, mas demanda engajamento ativo dos homens na transformação de comportamentos e padrões culturais que perpetuam a violência dentro e fora das corporações de segurança pública.
O CBMMS promoveu as ações como parte do compromisso institucional com a igualdade de gênero e o combate à violência contra a mulher. As forças de segurança pública são instituições historicamente masculinas que têm buscado ampliar a participação feminina e promover ambientes de trabalho livres de violência e discriminação. A formação de profissionais sensíveis às questões de gênero é fundamental para garantir atendimento adequado às mulheres em situação de violência.
As mulheres em situação de violência podem buscar ajuda pelo Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher que funciona 24 horas com atendimento gratuito e sigiloso. Em emergências, o 190 da Polícia Militar deve ser acionado imediatamente. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campo Grande recebe denúncias presenciais. O telefone 197 da Polícia Civil e o Disque 100 para casos envolvendo crianças e adolescentes também estão disponíveis. Todas as denúncias podem ser anônimas.
Juliana Mendes
Repórter
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