Governo de MS Avança Obras de Pavimentação da Rodovia MS-338 Fortalecendo a Rota da Celulose em Bataguassu
Investimento em infraestrutura viária pavimenta trecho decisivo entre Bataguassu e Santa Rita do Pardo para escoamento da produção industrial.


O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) e da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), registrou neste domingo, 6 de setembro de 2026, um avanço significativo nas obras de pavimentação asfáltica e drenagem profunda da rodovia MS-338. O projeto de engenharia viária engloba a pavimentação de mais de 60 quilômetros do trecho que conecta o município de Bataguassu a Santa Rita do Pardo, inserido no coração da chamada "Rota da Celulose" no Leste sul-mato-grossense.
Com investimento público estadual superior a R$ 140 milhões, a obra transforma uma antiga estrada de terra batida que sofria com atoleiros no período chuvoso em um moderno corredor rodoviário de alta capacidade de carga. A via recebe camada de concreto asfáltico usinado a quente (CBUQ) com espessura reforçada para suportar o tráfego pesado de composições de transporte de florestas plantadas de eucalipto, insumos químicos industriais e grãos.
A pavimentação da MS-338 é considerada estratégica para a integração logística do estado com o estado de São Paulo, via ponte sobre o Rio Paraná em Bataguassu. A rota otimizada reduz em até 80 quilômetros o trajeto de caminhões de carga que se deslocam entre o bolsão produtivo de Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e os portos paulistas de escoamento de exportações.
Engenharia de Precisão e Terceira Faixa em Aclives
Os engenheiros da Agesul destacam que o projeto executivo da MS-338 foi concebido com os mais elevados padrões de segurança viária e sustentabilidade ambiental. A rodovia conta com acostamentos amplos de 2,5 metros de largura de cada lado, sinalização horizontal retrorreflexiva de alta durabilidade e a implantação de terceiras faixas em trechos de aclive acentuado para permitir a ultrapassagem segura de veículos leves sobre treminhões lentos.
A obra contempla ainda a construção de galerias pluviais de concreto armado e pontes de concreto sobre córregos da região, substituindo antigas pontes de madeira e eliminando o risco de interrupção do tráfego durante tempestades tropicais intensas.
| Etapa da Obra na Rodovia MS-338 | Extensão e Cobertura | Impacto Econômico Regional | Previsão de Conclusão Total |
|---|---|---|---|
| Terraplenagem e Pirenagem Profunda | 63,5 quilômetros totais | Eliminação definitiva de atoleiros | Concluído 100% |
| Capa Asfáltica CBUQ de Alta Resistência | 48,0 km pavimentados | Suporte para bitrens de 74 toneladas | Outubro de 2026 |
| Pontes de Concreto Armado | 3 pontes construídas | Garantia de travessia permanente | Concluído 100% |
| Sinalização e Defensas Metálicas | 63,5 km de trecho | Redução de 60% no risco de acidentes | Novembro de 2026 |
Atração de Investimentos Privados e Geração de Empregos
O avanço das obras de infraestrutura promovido pelo Governo de MS tem alavancado a atração de novos empreendimentos industriais e comerciais para Bataguassu e Santa Rita do Pardo. A garantia de logística rodoviária trafegável durante todo o ano atraiu empresas de transporte de cargas, postos de combustíveis de grande porte, oficinas de manutenção de frotas pesadas e fábricas de processamento de madeira.
A execução das obras de pavimentação gera atualmente mais de 380 empregos diretos e indiretos no município de Bataguassu, priorizando a contratação de mão de obra local e movimentando o comércio, a rede hoteleira e o setor de serviços da cidade.
Integração com a Rota Bioceânica e Competitividade
A pavimentação da MS-338 conecta-se estrategicamente ao grande eixo da Rota Bioceânica, que ligará Mato Grosso do Sul aos portos do Oceano Pacífico no Chile por meio da ponte internacional em Porto Murtinho. A modernização do corredor viário no Leste do estado garante que os produtos florestais e agropecuários sul-mato-grossenses alcancem mercados asiáticos com custos logísticos sensivelmente menores.
Essa eficiência no frete atrai novas indústrias de transformação de celulose e papel para o estado, gerando renda e arrecadação tributária reinvestida em saúde e educação pública.
Modernização Tecnológica da Malha Rodoviária Estadual
A Seilog reforça que a MS-338 contará com balanças digitais automatizadas de pesagem em movimento (WIM - Weigh in Motion) instaladas no pavimento. O sistema identifica veículos com excesso de peso por eixo sem a necessidade de paradas obrigatórias em pátios, garantindo a conservação do asfalto e coibindo o desgaste precoce do pavimento.
A tecnologia de monitoramento por sensores inteligentes preserva o investimento público e garante maior durabilidade às rodovias estaduais, evitando buracos e garantindo segurança no tráfego comercial de cargas pesadas.
Geração de Renda Local e Desenvolvimento Urbano
Os prefeitos da região de Bataguassu e Santa Rita do Pardo comemoram os impactos sociais diretos da nova rodovia. A facilidade de acesso tem impulsionado a criação de novos loteamentos residenciais e distritos industriais urbanos ao longo das margens da MS-338.
A valorização das terras agrícolas da região atrai investimentos em inovação agropecuária e agroindústria, consolidando a Rota da Celulose como o novo polo de desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul.
Sustentabilidade e Passagens de Fauna Silvestre
Alinhado com a meta estadual de Mato Grosso do Sul de se tornar um estado Carbono Neutro até 2030, o projeto da MS-338 inclui a instalação de passagens subterrâneas de fauna silvestre. Os túneis sob a pista permitem que animais nativos do cerrado, como tamanduás, antas e capivaras, atravessem a rodovia com total segurança, evitando atropelamentos.
Câmeras de monitoramento ambiental instaladas nas passagens registraram o uso constante das estruturas pela fauna local, demonstrando a harmonização entre desenvolvimento econômico e preservação ecológica.
Benefícios Diretos para a População e Produtores Locais
A entrega completa da pavimentação da MS-338 trará benefícios imediatos para o cotidiano dos moradores da região Leste de MS.
- Redução expressiva no tempo de viagem entre Bataguassu e Santa Rita do Pardo de 2h para menos de 45 minutos.
- Economia estimada de 25% no consumo de combustível e manutenção de veículos de frete.
- Transporte escolar rural mais rápido, seguro e sem interrupções nos dias de chuva.
- Agilidade no deslocamento de ambulâncias e atendimentos de saúde de emergência para a capital.
- Valorização imobiliária das propriedades rurais ao longo do corredor pavimentado.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Qual é a extensão total da pavimentação da rodovia MS-338 e quais municípios são diretamente beneficiados em MS? A obra de pavimentação asfáltica da rodovia MS-338 abrange uma extensão total de 63,5 quilômetros contínuos, conectando diretamente os municípios de Bataguassu e Santa Rita do Pardo. A rodovia beneficiada integra a macrorregião Leste de Mato Grosso do Sul, impactando positivamente também o tráfego vindo de Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Brasilândia. O novo trecho asfaltado conecta o polo florestal e industrial de celulose às principais rodovias federais de escoamento para o estado de São Paulo.
Como o reforço no asfalto da MS-338 foi projetado para suportar o peso dos caminhões de transporte de madeira de eucalipto? Devido ao tráfego intenso de composições de carga pesada (como treminhões e tritempiões de até 74 toneladas de peso bruto total), a Agesul projetou a MS-338 com uma estrutura de pavimento reforçada. A base da estrada recebeu tratamento de solo-cimento e sub-base compactada de alta densidade, coberta por uma camada de Concreto Asfáltico Usinado a Quente (CBUQ) com espessura modificada por polímeros. Essa tecnologia aumenta a flexibilidade e a resistência do asfalto contra deformações e trilhos de roda provocados pelo peso excessivo dos caminhões.
Quais são os mecanismos de preservação ambiental e proteção da fauna silvestre implantados na MS-338 em Bataguassu? O projeto da MS-338 foi desenvolvido sob rigorosas diretrizes de licenciamento ambiental do Imasul. Para mitigar o impacto sobre a vida silvestre do cerrado, foram construídas passagens subterrâneas de fauna em pontos mapeados de travessia de animais. Além dos túneis sob a pista, a rodovia conta com cercas direcionadoras de fauna nas margens, sinalização vertical de alerta aos motoristas sobre a presença de animais e replantio de mudas nativas para recuperação da vegetação nas faixas de domínio.
Fonte: Foco do Estado MS
Redação Foco do Estado
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