Atvos Inicia Construção de Complexo de Transição Energética de R$ 2 Bilhões em MS
Unidade Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul, passa a integrar produção de etanol de milho e cana, biometano e bioeletricidade.

A Atvos oficializou o início das obras de construção do seu primeiro Complexo de Transição Energética na Unidade Santa Luzia, localizada em Nova Alvorada do Sul (MS). O empreendimento marca um novo capítulo na infraestrutura de bioenergia de Mato Grosso do Sul, integrando múltiplas fontes limpas em uma única planta industrial.
O investimento total de R$ 2 bilhões, consolidado pela companhia ao longo dos últimos três anos, abrange a ampliação física e a integração tecnológica da unidade. O objetivo principal é unificar a fabricação de etanol de cana-de-açúcar, etanol de milho, biometano e bioeletricidade, otimizando resíduos industriais para a geração de energia renovável.
Expansão da produção de etanol de milho
A principal novidade do complexo é a instalação de uma nova planta destinada exclusivamente ao processamento de milho. A estrutura terá capacidade para processar até 642 mil toneladas de grãos anualmente, ampliando a oferta de biocombustíveis no mercado do Centro-Oeste sem depender exclusivamente da safra de cana.
De acordo com o cronograma oficial detalhado pela empresa, o início das obras civis de fundação está planejado para o segundo semestre de 2026. A previsão é de que a operation comercial do processamento de milho tenha início no primeiro semestre de 2028, abastecendo a demanda interestadual por combustíveis limpos.
Aproveitamento de resíduos e produção de biometano
Além da ampliação na oferta de etanol, o complexo industrial foca no conceito de economia circular por meio da produção de biometano. O biocombustível gasoso será gerado a partir do reaproveitamento da vinhaça e da torta de filtro, subprodutos do esmagamento da cana-de-açúcar que antes eram descartados ou aplicados de forma limitada.
A produção de biometano em escala comercial visa atender frotas pesadas de transporte de carga e indústrias da região que buscam descarbonizar suas operações cotidianas. O projeto consolida a Unidade Santa Luzia como um dos polos de descarbonização mais avançados do país.
Impacto na economia local e geração de empregos
A implantação do complexo trará reflexos imediatos no mercado de trabalho e na economia da Grande Dourados e da região central de Mato Grosso do Sul. Estima-se que a fase de pico das obras civis demande a contratação de aproximadamente 2.000 trabalhadores diretos, movimentando o comércio e o setor de serviços local.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) destacou que a consolidação de investimentos deste porte reforça a meta de Mato Grosso do Sul de atingir o status de Estado Carbono Neutro até 2030, atraindo novos capitais sustentáveis.
💰 Ficha Técnica do Investimento
Investimento Total
R$ 2 bilhões
Empregos na Obra
2.000 diretos
Milho Processado/Ano
642 mil toneladas
Início de Operação
1º Semestre de 2028
Fonte: Semadesc / Atvos
❓ Perguntas Frequentes
O complexo integrará a produção de etanol de cana-de-açúcar, etanol de milho, biometano e bioeletricidade na Unidade Santa Luzia.
As obras civis começam no segundo semestre de 2026, com previsão de início da operação comercial no primeiro semestre de 2028.
Além da injeção de R$ 2 bilhões na economia regional, serão criados 2.000 empregos diretos na fase de construção e dezenas de empregos permanentes na operação.
Gerson Lima
Repórter
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