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segunda-feira, 20 de abril de 2026
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Campo Grande e mais 14 cidades de MS entram em alerta vermelho por onda de calor

Inmet prevê temperaturas acima de 40°C por pelo menos cinco dias consecutivos; umidade do ar pode cair abaixo de 12% no interior

Juliana Mendes6 min de leituraCampo Grande
Campo Grande e mais 14 cidades de MS entram em alerta vermelho por onda de calor

Quarenta graus. Esse é o piso de temperatura máxima previsto para pelo menos 15 municípios de Mato Grosso do Sul nos próximos cinco dias, segundo alerta vermelho emitido pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) neste domingo, 19 de abril. Campo Grande, Três Lagoas, Corumbá e Aquidauana estão entre as cidades mais afetadas.

O Que Aconteceu

O Inmet emitiu alerta de "Grande Perigo" (nível vermelho, o mais grave) para uma onda de calor que já atinge o estado desde sexta-feira e deve se intensificar até quinta-feira, 24 de abril. As temperaturas máximas devem superar os 40°C em cidades do interior e ficar acima de 38°C em Campo Grande.

O fenômeno é causado por uma massa de ar quente e seco estacionada sobre o Centro-Oeste brasileiro, que impede a formação de nuvens e bloqueia a entrada de frentes frias pelo sul. A umidade relativa do ar pode cair abaixo de 12% nas regiões mais críticas — nível considerado perigoso pela Organização Mundial da Saúde.

Municípios em Alerta Vermelho

As cidades com previsão de temperaturas acima de 40°C incluem:

  • Corumbá — 42°C (máxima prevista)
  • Aquidauana — 41°C
  • Três Lagoas — 41°C
  • Miranda — 40°C
  • Coxim — 40°C
  • Paranaíba — 40°C
  • Campo Grande — 38°C a 39°C

Impactos na Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande informou que as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) já registraram aumento de 35% nos atendimentos por desidratação, insolação e crises hipertensivas desde sexta-feira. Idosos e crianças são os grupos mais vulneráveis.

As recomendações das autoridades sanitárias incluem:

  • Beber no mínimo 3 litros de água por dia
  • Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 10h e 16h
  • Usar protetor solar fator 50 ou superior
  • Manter ambientes úmidos com toalhas molhadas ou bacias com água
  • Não deixar crianças ou animais em veículos fechados

Impacto no Agro

A onda de calor também preocupa produtores rurais. A segunda safra de milho, em fase de enchimento de grãos, pode sofrer perdas de até 15% se o calor extremo persistir por mais de uma semana sem precipitação. Pecuaristas relatam queda na produção de leite e aumento do consumo de água pelo rebanho.

A previsão do Inmet indica que uma frente fria deve chegar pelo sul do estado entre quinta e sexta-feira, trazendo chuvas moderadas e queda nas temperaturas. Até lá, o alerta vermelho permanece ativo.

💰 Onda de calor em MS

1

Temperatura máxima

Acima de 40°C

2

Duração prevista

5 a 7 dias

3

Umidade mínima

Abaixo de 12%

4

Cidades em alerta

15 municípios

Fonte: Inmet / Campo Grande News

❓ Perguntas Frequentes

Segundo o Inmet, a onda de calor que atinge MS deve durar entre 5 e 7 dias, com temperaturas máximas acima de 40°C em pelo menos 15 municípios. O fenômeno é causado por uma massa de ar quente e seco estacionada sobre o Centro-Oeste do Brasil. A previsão indica que as temperaturas devem começar a ceder a partir de quinta-feira, 24 de abril, com a chegada de uma frente fria pelo sul do estado. Até lá, as tardes serão de calor intenso com umidade relativa do ar podendo cair abaixo de 12% — considerada crítica pela OMS.

A Secretaria de Saúde recomenda beber pelo menos 3 litros de água por dia, evitar exercícios físicos ao ar livre entre 10h e 16h, usar protetor solar fator 50 ou superior, permanecer em ambientes ventilados ou com ar-condicionado, e umidificar os ambientes com toalhas molhadas ou recipientes com água. Crianças, idosos e portadores de doenças crônicas devem redobrar os cuidados. Em caso de tontura, confusão mental ou pele muito quente e seca, procure atendimento médico imediato — podem ser sinais de insolação.

Ondas de calor em abril são atípicas para Mato Grosso do Sul. Historicamente, o mês marca a transição entre o verão e o outono, com temperaturas em declínio e aumento das chuvas frontais. Porém, especialistas apontam que os fenômenos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes nos últimos anos, associados às mudanças climáticas globais e ao desmatamento do Cerrado. Em 2024, MS registrou a pior seca da história, com o Pantanal perdendo 30% de sua cobertura de água. A onda de calor atual segue esse padrão de eventos extremos.

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JM

Juliana Mendes

Repórter