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quinta-feira, 02 de abril de 2026
📚 Educação

UFMS sobe 32 posições em ranking internacional e entra no top 50 do Brasil

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul avança em indicadores de pesquisa e internacionalização. Cursos de Medicina e Engenharia lideram avaliações.

Patrícia Mendes4 min de leituraCampo Grande
UFMS sobe 32 posições em ranking internacional e entra no top 50 do Brasil

impactoNoBolso: titulo: "A UFMS em números" items: - label: "Posição no ranking nacional" valor: "Top 30" - label: "Alunos matriculados" valor: "24 mil" - label: "Cursos de graduação" valor: "108" - label: "Programas de pós-graduação" valor: "52" A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul subiu 32 posições no ranking Times Higher Education Latin America 2026 e agora ocupa a 47ª posição entre as universidades brasileiras. No cenário latino-americano, a instituição figura entre as 120 melhores, avanço significativo em relação à edição anterior, quando ocupava a 79ª colocação entre as brasileiras. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira pela organização britânica Times Higher Education (THE), que avalia universidades com base em cinco pilares: ensino, pesquisa, citações, perspectiva internacional e transferência de conhecimento para a indústria. quando ocupava a 79ª colocação entre as brasileiras. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira pela organização britânica Times Higher Education (THE), que avalia universidades com base em cinco pilares: ensino, pesquisa, citações, perspectiva internacional e transferência de conhecimento para a indústria.

Indicadores de destaque

O principal fator de crescimento foi o aumento de 45% no número de publicações científicas em periódicos internacionais indexados nos últimos dois anos. A universidade publicou 2.340 artigos em revistas com fator de impacto relevante em 2025, contra 1.614 em 2023. O índice de citações por pesquisador também cresceu 38%, indicando maior relevância e visibilidade da produção acadêmica da instituição no cenário global.

A universidade também avançou em indicadores de internacionalização, com a ampliação de convênios com instituições da Europa, América do Norte e Ásia. Atualmente, a UFMS mantém 87 acordos de coenquanto a Engenharia Civil se destacou em projetos de pesquisa aplicada em parceria com o setor produtivo, especialmente nas áreas de infraestrutura rodoviária e construção sustentável.mbra (Portugal), a Universidade de Salamanca (Espanha) e a Universidade de Tsukuba (Japão).ambém cresceu 38%, indicando maior relevância e visibilidade da produção acadêmica da instituição no cenário global.

A universidade também avançou em indicadores de internacionalização, com a ampliação de convênios com instituições da Europa, América do Norte e Ásia. Atualmente, a UFMS mantém 87 acordos de cooperação internacional ativos com universidades de 24 países, incluindo parcerias com a Universidade de Coimbra (Portugal), a Universidade de Salamanca (Espanha) e a Universidade de Tsukuba (Japão).

Os cursos de Medicina e Engenharia Civil foram os que mais contribuíram para a melhoria nos indicadores de qualidade. O curso de Medicina da UFMS obteve nota máxima na última avaliação do MEC, enquanto a Engenharia Civil se dO orçamento destinado a bolsas de pesquisa cresceu 30% no período, alcançando R$ 42 milhões anuais.

"O avanço no ranking é fruto de uma política institucional consistente de valorização da pesquisa e da pós-graduação. Investimos na qualificação do corpo docente, na modernização dos laboratórios e na criação de programas que incentivam a produção científica de alto impacto", afirmou o reitor Marcelo Turine.

A universidade também inaugurou dois novos laboratórios de pesquisa avançada nas áreas de biotecnologia e energias renováveis, com investimento de R$ 18 milhões provenientes de editais da CAPES e do CNPq. O Laboratório de Biotecnologia Aplicada ao Cerrado e Pantanal já desenvolve pesquisas sobre bioprospecção de microrganismos com potencial farmacêutico, enquanto o Laboratório de Energias Renováveis trabalha com projetos de energia solar fotovoltaica adaptados às condições climáticas do Centro-Oeste.

A reitoria atribui o avanço ao aumento dos investimentos em pesquisa e pós-graduação. Nos últimos três anos, a Projetos de extensão da UFMS atendem diretamente mais de 50 mil pessoas em comunidades de Mato Grosso do Sul, nas áreas de saúde, educação, tecnologia e assistência jurídica. O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, vinculado à UFMS, é referência em atendimento de alta complexidade para todo o estado e realizou mais de 320 mil procedimentos em 2025.

A universidade conta atualmente com 28 mil alunos de graduação e 4.200 de pós-graduação, distribuídos em 10 campi no estado. A meta da reitoria é ampliar o número de alunos de pós-graduação para 6.000 até 2028, fortalecendo a vocação de pesquisa da instituição.

Desafios

Apesar do avanço, a UFMS ainda enfrenta desafios como a reposição de docentes aposentados — há 120 vagas em aberto —, a necessidade de modernização da infraestrutura de alguns campi do interior e a ampliação do acesso à internet de alta velocidade para pesquisa. O reitor afirmou que um plano de investimentos de R$ 95 milhões está em negociação com o Ministério da Educação para os próximos quatro anos, contemplando obras, equipamentos e contratação de professores.imos na qualificação do corpo docente, na modernização dos laboratórios e na criação de programas que incentivam a produção científica de alto impacto", afirmou o reitor Marcelo Turine.

A universidade também inaugurou dois novos laboratórios de pesquisa avançada nas áreas de biotecnologia e energias renováveis, com investimento de R$ 18 milhões provenientes de editais da CAPES e do CNPq. O Laboratório de Biotecnologia Aplicada ao Cerrado e Pantanal já desenvolve pesquisas sobre bioprospecção de microrganismos com potencial farmacêutico, enquanto o Laboratório de Energias Renováveis trabalha com projetos de energia solar fotovoltaica adaptados às condições climáticas do Centro-Oeste.

Impacto regional

O reitor destacou que o avanço no ranking reflete o compromisso da instituição com o desenvolvimento regional. Projetos de extensão da UFMS atendem diretamente mais de 50 mil pessoas em comunidades de Mato Grosso do Sul, nas áreas de saúde, educação, tecnologia e assistência jurídica. O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, vinculado à UFMS, é referência em atendimento de alta complexidade para todo o estado e realizou mais de 320 mil procedimentos em 2025.

A universidade conta atualmente com 28 mil alunos de graduação e 4.200 de pós-graduação, distribuídos em 10 campi no estado. A meta da reitoria é ampliar o número de alunos de pós-graduação para 6.000 até 2028, fortalecendo a vocação de pesquisa da instituição.

Desafios

Apesar do avanço, a UFMS ainda enfrenta desafios como a reposição de docentes aposentados — há 120 vagas em aberto —, a necessidade de modernização da infraestrutura de alguns campi do interior e a ampliação do acesso à internet de alta velocidade para pesquisa. O reitor afirmou que um plano de investimentos de R$ 95 milhões está em negociação com o Ministério da Educação para os próximos quatro anos, contemplando obras, equipamentos e contratação de professores.

Fonte: UFMS

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Patrícia Mendes

Repórter