Foragido de megaoperação contra fraudes em licitações se entrega em Campo Grande
Giovanni Paraschi Jafar, investigado na Operação Gutenberg por desvios na administração pública, apresentou-se à Polícia Civil.

Foragido de megaoperação contra fraudes em licitações se entrega em Campo Grande
Fim da Fuga
Após passar mais de 48 horas como foragido da Justiça de Mato Grosso do Sul, o empresário Giovanni Paraschi Jafar apresentou-se espontaneamente no final da tarde desta quinta-feira na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, em Campo Grande. Jafar é um dos principais alvos da Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) para apurar desvios milionários em contratos públicos.
Acompanhado de sua equipe de defesa, o empresário ingressou no prédio da delegacia sem dar declarações à imprensa. O mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal de Campo Grande foi formalmente cumprido pelas autoridades policiais da capital de MS.
O Esquema Gutenberg
A Operação Gutenberg investiga um elaborado esquema de direcionamento de licitações, emissão de notas fiscais frias e pagamento de propinas a agentes públicos na administração estadual. A suspeita é de que as empresas ligadas à família Jafar fraudavam certames de fornecimento de serviços e materiais escolares, gerando um prejuízo que pode ultrapassar R$ 27 milhões aos cofres do estado de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o Gaeco, as fraudes ocorriam por meio de sobrepreço de produtos e do pagamento por mercadorias que nunca foram de fato entregues nas repartições públicas. A investigação utiliza escutas telefônicas autorizadas, quebras de sigilo bancário e depoimentos de ex-funcionários sob acordo de delação premiada.
Defesa e Procedimentos
A defesa de Giovanni Jafar declarou em nota que o cliente se colocou voluntariamente à disposição das autoridades de MS para esclarecer os fatos e refutar as acusações de lavagem de capitais e corrupção ativa. "Giovanni Jafar confia no restabelecimento de sua liberdade pela Justiça, uma vez que sempre agiu dentro dos ditames da lei em suas relações comerciais", disse a defesa.
Após o registro de sua prisão na Delegacia Geral de Campo Grande, o empresário foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) para exame de corpo de delito e, posteriormente, transferido para uma cela do sistema penitenciário da capital, onde aguardará os desdobramentos processuais.
Fonte: Polícia Civil MS
Redação Foco do Estado
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