DOF intercepta helicóptero com 345 kg de cocaína em fazenda de Anhanduí
Operação do DOF e CGPA apreende helicóptero Robinson R66 com 345,8 kg de cocaína em fazenda no distrito de Anhanduí, Campo Grande; dois foram presos.

Introdução
Uma megaoperação integrada de repressão ao narcotráfico aéreo internacional infligiu um prejuízo financeiro avassalador nas finanças do crime organizado nas proximidades da capital sul-mato-grossense. No sábado, 25 de julho de 2026, equipes táticas do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), em atuação coordenada com a Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA), realizaram a interceptação de um helicóptero Robinson R66 em uma propriedade rural localizada no distrito de Anhanduí, em Campo Grande. Na aeronave, que apresentava adulterações de prefixo e operava clandestinamente, foram apreendidos aproximadamente 345,8 quilos de cocaína de alta pureza. O material ilícito estava distribuído entre pasta-base e cloridrato de cocaína. Dois indivíduos, de 36 e 63 anos de idade, foram presos em flagrante. A aeronave apreendida é avaliada em mais de R$ 6 milhões, e o prejuízo total estimado para a organização criminosa ultrapassa a cifra de R$ 31 milhões.
O Uso do Espaço Aéreo pelo Tráfico de Fronteira
A rota sul-mato-grossense, devido à sua proximidade geográfica com as fronteiras do Paraguai e da Bolívia, constitui um dos principais corredores para o escoamento de insumos de cocaína e maconha destinados aos grandes mercados consumidores brasileiros e a portos marítimos com destino internacional. Tradicionalmente, as apreensões concentravam-se em rodovias estaduais e federais por meio de comboios de veículos ("batedores") ou ocultação em fundos falsos de carretas de grãos.
Entretanto, com o aumento da fiscalização nas rotas terrestres, as organizações criminosas têm investido somas milionárias na logística de aviação clandestina. A utilização de pequenos aviões monomotores e helicópteros, como o Robinson R66, permite que os traficantes cruzem a divisa internacional sem pousar, descarregando as substâncias diretamente em pistas de fazendas isoladas em Mato Grosso do Sul. O distrito de Anhanduí, por sua vasta extensão territorial rural caracterizada por grandes pastagens de pecuária e lavouras de grãos, tornou-se atrativo para a implantação de entrepostos temporários de armazenamento. De lá, os entorpecentes são transferidos para caminhões baú com destino aos portos de Santos e Paranaguá.
O Planejamento Tático e a Interceptação Aérea
O sucesso da operação conjunta decorreu de um minucioso trabalho de inteligência aérea desenvolvido pela inteligência do DOF em conjunto com a CGPA. Radares e canais de monitoramento aéreo sinalizaram a movimentação suspeita de uma aeronave de asas rotativas voando abaixo dos limites exigidos de radar, sem plano de voo aprovado pelas autoridades de aviação civil (ANAC) e em rota compatível com a entrada de drogas de fronteira.
Diante do alerta emitido pelas centrais táticas, o grupamento aéreo da CGPA decolou com helicópteros da polícia para realizar o acompanhamento tático visual. Simultaneamente, equipes por terra do DOF foram acionadas via rádio para cercar as possíveis áreas de pouso no distrito de Anhanduí. O helicóptero suspeito Robinson R66, ao perceber a aproximação das autoridades aéreas, realizou um pouso de emergência em uma clareira de pastagem de uma fazenda da região.
Os agentes terrestres do DOF invadiram a fazenda e realizaram a abordagem imediata. No interior do helicóptero e em sacos espalhados no chão, foram localizados centenas de tabletes contendo cocaína e pasta-base. O piloto e o receptador em solo foram contidos taticamente e receberam voz de prisão, sem que houvesse tempo para reação armada. Os dois homens foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal em Campo Grande para a lavratura do flagrante de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico.
O Impacto Financeiro da Apreensão e os Equipamentos Confiscados
De acordo com o laudo preliminar da perícia científica da Polícia Federal, o peso total da substância atingiu 345,8 kg de cocaína. Essa quantidade de entorpecente, associada à apreensão do helicóptero de alta performance Robinson R66, representa um revés de mais de R$ 31 milhões para a facção financiadora. Além da droga e do helicóptero, as autoridades confiscaram galões de combustível que serviriam para o reabastecimento logístico da aeronave no local de pouso, aparelhos celulares e rastreadores GPS de última geração, fundamentais para a investigação.
As investigações agora são conduzidas em cooperação com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul para identificar os reais proprietários da propriedade rural utilizada como pista de pouso clandestina e rastrear a origem da matrícula adulterada do helicóptero. As decisões judiciais de custódia preventiva dos detidos serão acompanhadas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul para assegurar o andamento célere do processo criminal.
Tabela de Dados Consolidados da Operação Aérea (Anhanduí/MS)
A tabela abaixo detalha as especificações quantitativas e técnicas da apreensão realizada pelas forças de MS:
| Item de Controle Técnico | Registro Factual Detalhado |
|---|---|
| Operação Policial | Operação Integrada DOF e CGPA |
| Forças Envolvidas | Departamento de Operações de Fronteira e Grupamento Aéreo |
| Local da Interceptação | Área rural do distrito de Anhanduí, Campo Grande/MS |
| Aeronave Apreendida | Helicóptero Robinson R66 (avaliado em R$ 6.000.000) |
| Volume de Droga | 345,8 kg de cocaína (cloridrato e pasta-base) |
| Prejuízo Financeiro | R$ 31.000.000 estimados contra o narcotráfico |
| Prisões Efetuadas | 02 indivíduos do sexo masculino (36 e 63 anos) |
| Encaminhamento | Polícia Federal em Campo Grande |
Conclusão
A interceptação bem-sucedida do helicóptero com mais de 345 kg de cocaína no distrito de Anhanduí evidencia a capacidade operacional e a eficácia das forças policiais de Mato Grosso do Sul no combate ao narcotráfico aéreo. A integração de meios terrestres do DOF e aéreos da CGPA impede que o crime organizado utilize rotas aéreas clandestinas para burlar a segurança das fronteiras terrestres. Essa ação tática coordenada restabelece a soberania territorial e retira de circulação ativos milionários que financiam facções violentas no país. O patrulhamento intensivo e a vigilância aérea contínua continuarão a blindar o espaço aéreo do Mato Grosso do Sul.
Fonte: Departamento de Operações de Fronteira (DOF)
Redação Foco do Estado
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